Paciente J.S.O, 35 anos, jogador de futebol amador, procuro...
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Tema central: lesão de Lisfranc, que envolve o complexo tarsometatarsal (bases dos metatarsos e cuneiformes/cuboide). O ligamento de Lisfranc (cuneiforme medial → base do 2º metatarso) é o principal estabilizador do mediopé. Mecanismo típico: torção do pé em flexão plantar com carga, gerando dor no mediopé, edema, hematoma dorsal e dificuldade para apoiar.
Por que a alternativa C é correta: a lesão de Lisfranc frequentemente cursa com fratura por avulsão na região da base do 2º metatarso (e/ou cuneiforme medial), conhecida como sinal do “fleck”, além de desalinhamento/diástase entre 1º e 2º metatarsos na radiografia AP. Isso traduz ruptura do ligamento de Lisfranc e instabilidade do mediopé. A descrição da alternativa C é compatível com esse padrão radiográfico clássico.
Achados diagnósticos e imagem: na radiografia AP em carga, observar: - alinhamento da borda medial do 2º metatarso com o cuneiforme medial; - alargamento entre as bases do 1º e 2º metatarsos; - “fleck sign” (fragmento avulsionado). A avaliação ideal inclui incidências em carga AP/oblíqua/lateral; TC define traços ósseos; RM avalia ligamentos. Referências: UpToDate (Lisfranc injury), Radiopaedia, ACR Appropriateness Criteria – Acute Trauma to the Foot.
Análise das incorretas:
A) “Luxação na diáfise do 5º metatarso por deslocamento tibiofibular” — mistura estruturas do tornozelo com mediopé. Lisfranc não envolve a articulação tibiofibular nem a diáfise do 5º metatarso (essa região lembra fraturas do 5º metatarso, como Jones/avulsão, não Lisfranc).
B) “Cominutiva distal do 3º metatarso com avulsão do tendão patelar” — o tendão patelar é do joelho, sem relação com o pé. Fraturas do colo distal do 3º metatarso não definem lesão de Lisfranc.
D) “Distorção da 1ª metatarsofalângica com angulação medial” — descreve hallux valgus/lesões da MTF do hálux (“turf toe”), articulação diferente da tarsometatarsal típica de Lisfranc.
Estratégia em prova: associe dor no mediopé + incapacidade de apoiar + hematoma plantar/dorsal a Lisfranc. Na radiografia, procure diástase 1º–2º MT e fleck sign. Atenção: exames sem carga podem ocultar instabilidade (armadilha clássica).
Conduta (resumo): lesões estáveis podem receber imobilização e descarga; instáveis exigem fixação cirúrgica/artrodese para prevenir colapso do arco medial e artrose pós-trauma (diretrizes ortopédicas, AO/UpToDate).
Referências rápidas: UpToDate – Lisfranc injury; Radiopaedia – Lisfranc injury; ACR Appropriateness Criteria – Acute Trauma to the Foot.
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Alternativa A - Osso Cuneiforme Lateral: Esta é a alternativa correta. Na radiografia AP do pé, os ossos cuneiformes (medial, intermediário e lateral) são claramente visualizados. O cuneiforme lateral, situado na parte média do pé, é um dos ossos que pode ser identificado. Este osso articula-se com o cuboide e metatarsais, sendo crucial na formação do arco transverso do pé.
Alternativa B - Tuberosidade Isquial: Esta alternativa está incorreta. A tuberosidade isquial é uma estrutura do osso ísquio, localizado na pelve. Não é uma estrutura do pé e, portanto, não pode ser visualizada numa radiografia de pé.
Alternativa C - Osso Capitado: Esta alternativa está incorreta. O osso capitato é encontrado no carpo, sendo um dos ossos do punho, não do pé. Portanto, ele não aparece em uma radiografia do pé.
Alternativa D - Osso Sesamoide: Embora os ossos sesamoides possam ser vistos em uma radiografia do pé, sua visualização depende mais da região específica do pé radiografada. Os sesamoides estão geralmente sob a cabeça do primeiro metatarso e não são o foco principal na análise geral de uma AP do pé.Alternativa E - Osso Ulna: Esta alternativa está incorreta. A ulna é um dos ossos do antebraço, não estando relacionada à anatomia do pé. Portanto, não aparece em uma radiografia de pé.Para interpretar radiografias, é essencial compreender a anatomia da área em questão e as projeções radiográficas que melhor revelam cada estrutura. Uma boa estratégia para questões como esta é revisar a anatomia regional e familiarizar-se com imagens radiográficas comuns.
A lesão de Lisfranc é uma lesão clássica da articulação tarsometatarsiana, geralmente envolvendo a base do 1º e do 2º metatarso. Ela ocorre quando há fratura ou luxação nessa região, causando desalinhamento entre os metatarsos e os ossos do tarso (principalmente o cuneiforme medial).
Vamos revisar as alternativas:
- A — luxação na diáfise do 5º metatarso, provocada por deslocamento da articulação tibiofibular Não corresponde à lesão de Lisfranc. Isso seria mais relacionado a fraturas do 5º metatarso (como a fratura de Jones), mas não à articulação Lisfranc.
- B — lesão cominutiva no terço distal do 3º metatarso, associada à avulsão do tendão patelar Não faz sentido anatomicamente. O tendão patelar não se insere no pé.
- C — fratura por avulsão na base do 1º e do 2º metatarso, causando desalinhamento entre eles Correto. Essa é a definição clássica da lesão de Lisfranc.
- D — distorção na 1ª articulação metatarsofalângica com angulação medial acentuada Isso descreve mais um hálux valgo (joanete), não uma lesão de Lisfranc.
Alternativa correta: C
Para fixar: pense que a lesão de Lisfranc é como se o “chaveamento” entre o 1º e 2º metatarso com os ossos do tarso fosse rompido, abrindo espaço e desalinhando a base do pé.
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