Em idosos, a fratura do colo femoral é uma intercorrência c...

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Q3615638 Radiologia
Em idosos, a fratura do colo femoral é uma intercorrência comum, frequentemente associada a quedas da própria altura ou condições clínicas secundárias, como osteoporose ou tumores ósseos, por exemplo. Um estudo radiográfico adequado é essencial para o planejamento cirúrgico. Para avaliar uma possível fratura na parede súpero-posterior do acetábulo, o técnico em Radiologia deve realizar a incidência axial oblíqua posterior, também conhecida como método de: 
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Tema central: Projeções radiográficas do acetábulo para planejamento de fraturas em idosos. Em quedas da própria altura, é crucial escolher a incidência que melhor delineia a parede súpero-posterior do acetábulo, região frequentemente acometida em fraturas do quadril.

Alternativa correta: C — Teufel

A projeção axial oblíqua posterior (método de Teufel) é específica para demonstrar a parede súpero-posterior e o rebordo posterior do acetábulo. Classicamente, posiciona-se o paciente em oblíqua anterior 35–40° (lado afetado próximo à mesa) e o RC 12° cefálico, incidindo cerca de 2–3 cm acima do grande trocânter. Essa geometria “axial + oblíqua” projeta o rebordo posterior sem sobreposição, permitindo identificar linhas de fratura, impactações e incongruências articulares. Referências: Bontrager & Lampignano; Merrill’s Atlas; AO Foundation/UpToDate para avaliação de fraturas acetabulares.

Por que as outras estão incorretas?

A — Löwenstein (Lauenstein): é a lateral em rã do quadril. Ótima para cabeça/colo femoral, mas não perfila a parede súpero-posterior do acetábulo; há foreshortening do colo e sobreposição acetabular.

B — Merchant: projeção tangencial patelofemoral (joelho). Não avalia quadril/acetábulo; opção fora do contexto anatômico.

D — Judet: são AP oblíquas da pelve (obturatriz e ilíaca) que mostram colunas e paredes do acetábulo de forma global e são muito usadas em trauma. Contudo, não são axiais; para isolar a parede súpero-posterior com ângulo axial dirigido ao rebordo, a escolha consagrada é o Teufel. Pegadinha clássica: muitos marcam Judet por associar “acetábulo”, mas o enunciado pede incidência axial oblíqua posterior, palavra-chave do Teufel.

Dicas de prova:

- Associe “axial oblíqua posterior” + “parede súpero-posterior”Teufel.
- Lembre: Judet = AP oblíquas sem ângulo; Löwenstein = lateral em rã; Merchant = patela.

Contexto clínico rápido: Em suspeita de fratura do quadril no idoso, inicia-se com AP de pelve e perfil do quadril; a Teufel é complementar quando há dúvida sobre comprometimento do rebordo posterior do acetábulo. A TC pode ser indicada para detalhamento pré-operatório (diretrizes AO/UpToDate).

Referências sugeridas: Bontrager & Lampignano. Radiographic Positioning and Related Anatomy; Merrill’s Atlas of Radiographic Positioning and Procedures; AO Surgery Reference; UpToDate – Acetabular fractures.

Gabarito: C — Teufel.

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Comentários

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metodo de judet = obliqual posteior.

fonte: contrager décima edição, pagina 285

Teufel = obliqua axial ( anterior)

Associe “axial oblíqua posterior” + “parede súpero-posterior” → Teufel.

Judet = AP oblíquas sem ângulo; 

Löwenstein = lateral em rã; Merchant = patela.

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