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Q3615631 Radiologia
Para realizar a incidência AP verdadeira do cotovelo de forma correta, o técnico em Radiologia deve:
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Tema central: posicionamento radiográfico para a incidência AP verdadeira do cotovelo. Nessa projeção, o objetivo é obter os epicôndilos do úmero paralelos ao receptor, sem rotação, com o cotovelo estendido e o antebraço supinado (palma para cima), garantindo avaliação anatômica adequada.

Alternativa correta (A) – Justificativa: Estender o cotovelo e supinar a mão coloca o membro superior em rotação externa, alinhando os epicôndilos paralelos ao receptor. Isso caracteriza a AP verdadeira, com leve sobreposição rádio-ulnar proximal e olécrano acomodado na fossa olecraniana. Essa é a técnica descrita em referências clássicas de posicionamento, como Bontrager’s Textbook of Radiographic Positioning e Merrill’s Atlas. Além disso, a ACR recomenda AP e lateral como projeções iniciais para avaliação de cotovelo traumático.

Por que as demais estão incorretas?

B: Flexionar a 90° caracteriza preparação para a incidência lateral, não AP. A mão “girada internamente” ainda distorce o posicionamento e não fornece os critérios de AP verdadeira (epicôndilos paralelos). No lateral verdadeiro, o polegar fica para cima, não há “rotação interna” da mão.

C: “Girar a mão internamente até supiná-la” é contraditório. Supinar = rotação externa (palma para cima); pronar/rotação interna = palma para baixo. Conceitualmente inconsistente e não produz AP verdadeira.

D: Pronação da mão e rotação medial de 45° correspondem à obliqua medial (AP oblíqua interna), usada para melhor visualização do processo coronóide e tróclea. Não é a incidência AP verdadeira.

Dicas de prova e pegadinhas:

  • AP verdadeira: estender + supinar + epicôndilos paralelos ao receptor.
  • Lateral: flexão 90°, ombro-cotovelo-punho no mesmo plano, polegar para cima.
  • Oblíqua medial: prona e gira medialmente 45°.
  • Oblíqua lateral: gira lateralmente 45° com supinação.
  • Se o paciente não estende o cotovelo (trauma), realizar duas AP em flexão parcial: uma com eixo do úmero paralelo ao receptor e outra com o antebraço paralelo (técnica de Bontrager/Merrill’s).

Critérios de qualidade da AP verdadeira: ausência de rotação (epicôndilos em perfil), leve sobreposição proximal rádio-ulnar, olécrano na fossa, articulação úmero-ulnar bem delineada.

Referências essenciais: Bontrager KL. Textbook of Radiographic Positioning and Related Anatomy; Merrill’s Atlas of Radiographic Positioning and Procedures; ACR Appropriateness Criteria – Acute Elbow and Forearm Pain.

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