Após a realização de uma radiografia do tórax em projeção p...
Gabarito comentado
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Tema central: cobertura de campo em radiografia de tórax PA e relação com distância foco-receptor (DFR/SID), divergência do feixe e magnificação. Quando ápices e seios costofrênicos são cortados simultaneamente, o problema costuma ser campo efetivo pequeno na imagem por magnificação/abertura de colimação insuficiente para a distância utilizada.
Alternativa correta: B – afastar o tubo do paciente (aumentar a DFR)
Ao aumentar a DFR, há menor magnificação do tórax e o campo projetado pelo colimador aumenta linearmente na distância do receptor, favorecendo a inclusão dos ápices e seios costofrênicos no mesmo filme, mantendo o receptor padrão (35×43 cm). Esse é um princípio físico básico do feixe divergente e do SID, descrito em Bushberg et al., The Essential Physics of Medical Imaging, e aplicado nos manuais de posicionamento (Bontrager & Lampignano). Diretrizes de qualidade (European Guidelines e ACR) recomendam SID longo no tórax justamente para reduzir magnificação; em pacientes muito altos, SID ligeiramente maior que 180 cm pode ser necessário.
Dica prática: ao aumentar a DFR, ajuste o mAs pela lei do inverso do quadrado para manter a exposição do receptor.
Por que as demais estão incorretas?
A) “Posicionar o paciente de frente para o tubo” muda para projeção AP, aumenta a magnificação cardíaca e não resolve o corte de bordas. Além disso, contraria o padrão técnico da radiografia de tórax (PA é preferível; Bontrager; ACR/SPR Practice Parameter).
C) “Reduzir kV” afeta contraste e penetração, não o tamanho de campo nem a inclusão anatômica. Pode até piorar a qualidade por aumento de ruído/mAs. Em tórax, usa-se kV elevado para baixo contraste intratorácico.
D) “Manter a grade antidifusora desligada” tem relação com dispersão e contraste, não com recobrimento anatômico. Em adultos, com SID longo e kV alto, a grade é recomendada para qualidade de imagem (ACR/SPR). Ligar ou desligar a grade não corrige corte de ápices/seios.
Estratégia para prova: Se ambos extremos (ápices e bases) estão cortados, pense em magnificação/campo efetivo → ajuste SID e colimação. Se apenas um extremo está cortado, suspeite de centralização/altura do receptor (CR ~ T7; borda superior do receptor ~2–3 cm acima dos ombros; inspiração máxima).
Referências úteis: Bontrager & Lampignano. Radiographic Positioning; Bushberg et al. Essential Physics of Medical Imaging; ACR–SPR Practice Parameter for Chest Radiography; European Guidelines on Quality Criteria for Diagnostic Radiographic Images.
Gabarito: B
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