Alterações primitivas no esboço cartilaginoso do talo e do c...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: A abordagem correta do tratamento do pé torto congênito (PTC) pela técnica de Ponseti, enfatizando a sequência exata de correção das deformidades.
O pé torto congênito é uma malformação relativamente frequente, caracterizada por equino, cavo, adução do antepé e varismo do retropé. O tratamento padrão-ouro, segundo evidências científicas e protocolos de ortopedia, é a Técnica de Ponseti. O objetivo é a correção progressiva das deformidades por manipulação e aplicação de gessos seriados nos primeiros dias de vida.
Justificativa da alternativa incorreta (A):
A alternativa A está INCORRETA porque não respeita a sequência técnica da abordagem de Ponseti. Nesta técnica:
- Primeiro, corrige-se o cavo por supinação, alinhando o antepé ao retropé.
- Depois, corrige-se a adução e o varismo, abduzindo o pé em torno da cabeça do tálus SEM apoiar o pé sobre o primeiro metatarso.
- Por fim, corrige-se o equino com tenotomia, se necessário.
Ou seja, não se deve corrigir o varismo inicialmente nem apoiar o pé na cabeça do 1º metatarso. A correção inadequada pode causar lesão iatrogênica. Conforme Ponseti IV (2005) – Congenital Clubfoot: Fundamentals of Treatment:
“A abdução do pé deve ser efetuada ao redor da cabeça do tálus, mantendo o retropé no equino até o final da correção do varismo e adução, nunca sustentando o peso na cabeça do primeiro metatarso.”
Análise das alternativas corretas:
B) Correta. A imobilização gessada após tenotomia é feita com gesso inguino-podálico, tornozelo a 20º de dorsiflexão e abdução de 70º, por três semanas (SBP Ortopedia Pediátrica).
C) Correta. O tratamento realmente deve começar nos primeiros dias de vida com manipulações suaves, gesso cruropodálico, trocando semanalmente (Ponseti IV).
D) Correta. Após a retirada do gesso, deve-se iniciar a órtese de abdução tipo Dennis Browne, respeitando os ângulos citados.
Dica para provas: Atenção à sequência do tratamento! Pegadinhas são comuns ao inverter etapas ou sugerir técnicas que podem causar complicações iatrogênicas.
Referência: Ponseti IV (2005), SBOT, SBP Ortopedia Pediátrica, UpToDate
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