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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Unesco alerta sobre uso de celulares em escolas


Em relatório divulgado na em 26 de julho de 2023, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) fez alerta sobre o uso excessivo de tecnologia por crianças e adolescentes e citou exemplos de países que os smartphones são proibidos em salas de aula ou que a utilização é regulamentada. "Dados de avaliações internacionais em larga escala sugerem uma correlação negativa entre o uso excessivo das Tecnologias de informação e comunicação e o desempenho acadêmico. Descobriu-se que a simples proximidade de um aparelho celular era capaz de distrair os estudantes e provocar um impacto negativo na aprendizagem em 14 países", destaca a Unesco.


A organização aponta que os riscos do excesso de tecnologia incluem a distração e falta de interação humana, além invasão de privacidade e da disseminação do ódio. A Unesco também orienta que cautela no uso e melhor estruturação das escolas para aplicarem os meios tecnológicos que potencializam o ensino — estimulando a aprendizagem e a criatividade."Os sistemas educacionais precisam estar melhor preparados para ensinar sobre e por meio das tecnologias digitais, ferramentas que devem servir aos melhores interesses de todos os estudantes, professores e gestores. Evidências imparciais demonstram que a tecnologia está sendo usada em alguns lugares para melhorar a educação e bons exemplos desse tipo de uso têm de ser compartilhados de forma mais ampla para que a melhor forma de oferta possa ser garantida para cada contexto", pontua o Relatório de monitoramento global da educação, resumo, 2023: a tecnologia na educação: uma ferramenta a serviço de quem?


Além disso, o relatório sustenta que, embora a tecnologia tenha assegurado que os alunos acompanhassem as aulas durante a pandemia, o acesso aos meios tecnológicos ainda é muito desigual. "Em todo o mundo, apenas 40% das escolas primárias, 50% das escolas de primeiro nível da educação secundária e 65% das escolas de segundo nível da educação secundária estão conectadas à internet; 85% dos países têm leis ou políticas para melhorar a conectividade nas escolas ou entre os estudantes", diz o texto da Unesco.


Ao recomendar que as escolas estabeleçam diretrizes sobre o uso de celulares, a Unesco sustenta que ainda é um desafio traçar quais são as melhores maneira de utilizar a tecnologia nas salas de aula como uma aliada para enfrentar os desafios educacionais, pois os resultados obtidos em um contexto nem sempre são replicáveis em outros. "A tecnologia está se desenvolvendo tão rápido que não há tempo de fazer avaliações para fundamentar decisões sobre legislação, políticas e regulamentação. A pesquisa em tecnologia educacional é tão complexa quanto a própria tecnologia",diz a organização.


"Há uma variedade de opiniões sobre o quanto as tecnologias digitais podem melhorar a qualidade da educação. Alguns argumentam que, em princípio, a tecnologia digital cria ambientes de aprendizagem envolventes, anima as experiências dos estudantes, simula situações, facilita a colaboração e amplia conexões. Mas outros dizem que a tecnologia digital tende a favorecer uma abordagem individualizada à educação, reduzindo as oportunidades dos estudantes de socializar e aprender ao observar uns aos outros em cenários da vida real. Ademais, ao mesmo tempo em que a tecnologia leva à superação de alguns problemas, ela traz os seus próprios", acrescenta a Unesco.


Um dos caminhos que a Unesco aponta para a questão do uso de tecnologia na educação é a melhoria na eficiência, já que os meios tecnológicos podem ser ferramentas para reduzir o tempo que estudantes e professores gastam em tarefas de "menor importância", em termos de aprendizagem. "No entanto, há opiniões conflitantes sobre o que é importante. A forma pela qual a tecnologia educacional é usada é mais complexa do que somente uma substituição de recursos", argumenta.


Retirado e adaptado de: GOUVEIA, Aline. Celular: Unesco alerta sobre uso em escolas e cita países que proibiram. Correio Braziliense. Disponível em: 233/07/5513100-cceluar-unnneco--ecommeendappoibc cao-em-escola-ddetodo-oommundo.hmm celular-unesco-recomenda-proibicao-em-escolas-de-todo-o-mundo.html Acesso em: 18 out., 2023. 

Analise o trecho a seguir, retirado do texto "Unesco alerta sobre uso de celulares em escolas":


A Unesco também orienta que cautela no uso e melhor estruturação das escolas para aplicarem os meios tecnológicos que potencializam o ensino — estimulando a aprendizagem e a criatividade.


A palavra "aplicarem" (aplicar), no trecho, foi empregada com o mesmo sentido que em:

Alternativas

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Tema central da questão: Interpretação de texto e semântica do verbo “aplicar”. O foco está em comparar o significado desse verbo no contexto apresentado para identificar, entre as alternativas, a que apresenta exatamente o mesmo sentido. Essa análise exige domínio da interpretação contextual e do emprego polissêmico dos verbos, conforme recomendam as gramáticas de referência (Bechara, Cunha & Cintra).

Justificativa da alternativa correta:

No trecho, “para aplicarem os meios tecnológicos que potencializam o ensino”, o verbo aplicar expressa a ideia de “empregar”, “pôr em prática” os meios tecnológicos no contexto escolar. A alternativa C) – “Procure aplicar seu conhecimento sobre tecnologias sempre que possível.” – apresenta o mesmo sentido: utilizar, operacionalizar ou colocar em uso conhecimentos tecnológicos. Essa correspondência exata entre sentido empregado no texto e na alternativa fundamenta a escolha certa.

Análise das alternativas incorretas:

A) “Aplicar a solução no material” – aqui, “aplicar” tem sentido físico de passar/espalhar algo sobre outro; não corresponde ao contexto de “aplicar meios” didáticos/abstratos.
B) “Aplicar uma correção ao transgressor” – uso no sentido de impor, infligir punição, diferente de empregar recursos.
D) “Aplicar a vida às tecnologias digitais” – sentido abstrato de “adaptar” algo a outro, deslocado da utilidade direta dos meios.
E) “Aprender a aplicar em fundos monetários” – sentido específico de investir dinheiro, diferente de utilizar um recurso como ferramenta didática.

Estratégia de acerto: O verbo polissêmico deve ter seu sentido identificado pelo contexto imediato. Atenção para pequenas variações na regência e no objeto verbal: nem toda aplicação é “usar” de forma abstrata, podendo ser física, penal ou financeira, conforme mostram as alternativas erradas. Segundo Bechara (2009), essa atenção ao contexto é chave no bom entendimento semântico do verbo.

Dica para provas: Para garantir bom desempenho em questões desse tipo, leia a frase completa e relacione com o objetivo do verbo. Assim, evita confusões com sentidos secundários ou com metáforas.

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