Paris é tão bonita que você anda na rua
olhando para todos os lados menos para onde pisa. Os
cachorros de Paris vão a toda parte com seus donos,
comem nos mesmos restaurantes, participam
ativamente da sua vida social, frequentam vernissages
e palestras, mas o convívio civilizado não afetou seus
hábitos de higiene, que continuam iguais aos de
cachorros de todo o mundo.
Há, provavelmente, mais cachorros por
habitantes em Paris do que em qualquer grande cidade
do mundo. O resultado desta combinação de fatores é
que seu deslumbramento com Paris é constantemente
interrompido pela sensação deslizante de ter pisado
numa das características menos atraentes, e mais
comuns, das suas calçadas. Você está admirando a
fachada de uma igreja antiga e - iush - passa, em
segundos, do barroco ao rococô.
[...]
Quando vejo um cachorro na rua tento
adivinhar, pelo tamanho ou a sua cara, que peças no
caminho eram da sua autoria. Elas rivalizam, na
variedade de dimensões e configurações, com os doces
expostos nas vitrines das "patisseries". Imagino que
cada cachorro tenha, por assim dizer, a sua assinatura,
o seu estilo de sujar as calçadas, e noto em muitas das
suas obras aquela arrogância no acabamento de quem
desdenha a crítica e não teme a retribuição. Preciso me
controlar para não gritar "Salaud!" na cara deles. E sair
correndo antes que o dono me pegue, claro.
No trecho “Preciso me controlar para não
gritar "Salaud!" na cara deles, qual é o sujeito oculto
da oração?
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Compare seu desempenho com quem faz o mesmo concurso. Ver concorrência
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Parabéns! Você acertou!
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