As infecções osteoarticulares na criança são potencialmente...
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Tema central: As infecções osteoarticulares em pediatria representam condição clínica relevante devido ao risco de complicações no osso em crescimento, podendo resultar em sequelas estruturais sérias. Os principais quadros são a osteomielite e a artrite séptica, ambas exigindo diagnóstico precoce e manejo adequado.
Alternativa correta: B – A tuberculose óssea deve ser considerada no diagnóstico diferencial da osteomielite crônica.
Comentário: A tuberculose óssea é manifestação extrapulmonar da tuberculose e pode se apresentar como quadro clínico de osteomielite crônica. Conforme a Linha de Cuidado da Tuberculose (2023): “A tuberculose óssea deve ser considerada no diagnóstico diferencial da osteomielite crônica”. Isso porque a apresentação é insidiosa, com dor local e sinais sistêmicos discretos, levando à confusão com osteomielites de outras causas.
Segundo a Residência Pediátrica (2016), a presença de sintomas crônicos, história epidemiológica compatível (contato com tuberculose ou imunossupressão) e a ausência de resposta aos esquemas antibióticos convencionais devem reforçar a suspeita diagnóstica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. A infecção óssea mais comum na infância é a osteomielite hematogênica e não a artrite séptica. Ainda, a artrite séptica envolve primariamente as articulações, e não a metáfise óssea.
C) Incorreta. Embora o tratamento da osteomielite hematogênica aguda envolva antibióticos, a drenagem cirúrgica pode ser indicada na presença de abscesso ou resposta insatisfatória. Não é contraindicada; pode ser essencial.
D) Incorreta. A artrite séptica é mais comum nas articulações de quadril e joelho em pediatria, devido ao maior fluxo sanguíneo e susceptibilidade destas articulações.
E) Incorreta. O agente etiológico mais frequente da osteomielite aguda em crianças é o Staphylococcus aureus, não o Streptococcus, especialmente após os primeiros meses de vida.
Dica de prova: Fique atento a dados epidemiológicos, palavras como “mais comum” e associações clássicas agente-doença. Muitas questões exigem esse tipo de associação, além de reconhecer quando o quadro é agudo ou crônico.
Resumo prático: Tuberculose óssea deve ser sempre considerada no contexto de osteomielite crônica, sobretudo se refratária aos tratamentos convencionais, conforme reforçado por protocolos recentes do Ministério da Saúde.
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