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Q1071681 Medicina
Lactente de 2 meses está no pronto-socorro por apresentar febre entre 38 – 39ºC há mais de 48 horas e diminuição das mamadas. Os pais negam outros sintomas. Ao exame físico, nenhuma alteração é encontrada e o paciente apresenta-se em bom estado geral. Qual é a melhor conduta frente ao caso?
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Comentário do Gabarito – Questão sobre Febre em Lactente de 2 Meses

Tema central: O tema abordado é a abordagem do lactente jovem com febre sem foco aparente. Em Pediatria, a febre em crianças menores de 3 meses exige atenção especial devido ao maior risco de infecção bacteriana grave (IBG) nesta faixa etária, mesmo na ausência de sinais clínicos evidentes.

Justificativa da alternativa correta (E):
A conduta preconizada é solicitar hemograma e exame de urina, e, se ambos forem normais e o paciente preencher critérios de baixo risco para IBG (conhecidos como Critérios de Rochester), liberar o paciente para casa com reavaliação diária obrigatória. Segundo o protocolo da Sociedade de Pediatria de São Paulo:
“Lactentes que preencham rigorosamente os critérios clínicos e laboratoriais de baixo risco apresentam baixa chance de doença bacteriana grave e podem ser acompanhados ambulatorialmente com revisão diária.” (Febre sem sinais de localização – SPSP).

Critérios de baixo risco incluem: bom estado geral, ausência de doença de base, parto a termo, sem infecção focal, leucócitos 5.000-15.000/mm³, urina sem infecção. (Tabela 1 – Avaliação de risco, SPSP).

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Indica internação e exames para todos; não é necessário se critérios de baixo risco forem preenchidos.
  • B: Recomenda internação e antibióticos empíricos para todos, expondo a risco de hospitalização e uso desnecessário de antibióticos.
  • C: Sugere não fazer exames: risco de perder IBG sem investigação laboratorial mínima.
  • D: Em caso de alto risco, liberar após exames normais: errada; alto risco requer internação, mesmo com exames iniciais normais.

Dicas para provas: Atenção a palavras como “liberar sem exames” ou “internar sempre”; essas opções ignoram a estratificação de risco. Siga sempre recomendação de protocolos como SPSP, Ministério da Saúde (AIDPI) e UpToDate.

Conclusão: Para lactentes entre 29 dias e 3 meses, a investigação laboratorial mínima (hemograma e urina) associada à reavaliação regular é segura se os critérios clínicos de baixo risco forem preenchidos.

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A melhor conduta frente ao caso apresentado é a alternativa E: solicitar hemograma e rotina de urina. Caso esses exames estejam normais e o paciente seja avaliado como tendo baixo risco para infecção bacteriana grave, deve ser liberado com reavaliação diária obrigatória. Essa conduta segue as diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria, que indica que, em lactentes com febre, sem sinais ou sintomas sugestivos de infecção bacteriana grave, deve-se realizar uma avaliação criteriosa, com histórico clínico detalhado, exame físico completo e solicitação de exames complementares se necessário. A internação e antibioticoterapia empírica só devem ser consideradas em casos de alto risco para infecção bacteriana grave, o que não é o caso do paciente descrito.

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