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Q3509552 Biomedicina - Análises Clínicas
A sífilis é uma doença infecciosa humana produzida por uma espiroqueta, o Treponema pallidum. Pode ser transmitida sexualmente, por transfusão sanguínea ou perinatal. A combinação de lecitina, colesterol e cardiolipina é empregada para a pesquisa de anticorpos anticardiolipina, frequentes na sífilis. A interação das reaginas da amostra com este antígeno produz floculação que pode ser detectada ao microscópio óptico. A metodologia descrita refere-se à técnica de
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Tema central: sorologia para sífilis, diferenciando testes não treponêmicos (detectam reaginas anticardiolipina) dos treponêmicos (detectam anticorpos específicos anti–T. pallidum).

Alternativa correta: A — VDRL

Justificativa: A técnica descrita utiliza a mistura antígena cardiolipina + lecitina + colesterol para detectar reaginas (IgM/IgG anticardiolipina) por floculação observada ao microscópio óptico. Essa é a definição do VDRL (Venereal Disease Research Laboratory), um teste não treponêmico de microfloculação. É usado para triagem e, principalmente, para monitorar resposta ao tratamento por meio de títulos (diluições sucessivas). Em geral, o soro é aquecido para inativar complemento, e o resultado é lido ao microscópio. Referências: Ministério da Saúde – PCDT Sífilis; CDC STD Treatment Guidelines; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Análise das alternativas incorretas:

B — Avidez para sífilis: teste de avidez avalia a força de ligação de IgG para datar infecções em toxoplasmose, rubéola, CMV, entre outras. Não é usado nem recomendado para sífilis; não envolve cardiolipina, nem floculação. Incompatível com a descrição.

C — FTA-Abs: teste treponêmico por imunofluorescência indireta que utiliza antígenos de T. pallidum fixados em lâmina após absorção de anticorpos cruzados. Detecta anticorpos específicos e tende a permanecer reagente por toda a vida. Não usa cardiolipina/lecitina/colesterol e não é leitura por floculação microscópica, mas sim por fluorescência.

D — ELISA (EIA): ensaio enzimático geralmente treponêmico (anti–T. pallidum) usado em algoritmos “reversos”. A leitura é colorimétrica, não por floculação, e o antígeno não é cardiolipina. Portanto, não corresponde ao método descrito.

Estratégia para a prova:

  • Palavras-chave do VDRL: cardiolipina/lecitina/colesterol + floculação + microscopia.
  • Diferencie do RPR: também não treponêmico, mas leitura macroscópica com partículas de carvão; no enunciado, “microscópio” aponta para VDRL.
  • Úteis na prática: testes não treponêmicos sofrem falsos positivos (gravidez, doenças autoimunes, infecções virais) e efeito prozona em títulos muito altos; diluir a amostra quando há forte suspeita clínica.
  • Confirmação: ideal associar teste treponêmico (FTA-Abs, TP-PA, EIA) conforme diretrizes (MS/CDC, UpToDate).

Fontes de excelência: Ministério da Saúde – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Sífilis; CDC 2021/2024 STD Treatment Guidelines; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate.

Gabarito: A — VDRL.

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