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Q3415068 Odontologia
Uma escola resolveu oferecer as crianças um dia diferente no Dia das Crianças, tanto no período da manhã para crianças de 9 a 12 anos como de tarde para as crianças de 4 a 7 anos. No entanto, mesmo com todos os cuidados, duas crianças acabaram se machucando e batendo a boca no chão, sendo ambos levados ao dentista do posto de saúde imediatamente. No período da manhã, a criança teve o dente 11 avulsionado, e a tarde, a criança teve o dente 61 intruído. Diante desses casos, o melhor tratamento para cada dente são:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: traumatismos dentários com condutas distintas para avulsão em dente permanente (11) e intrusão em dente decíduo (61). Em prova, identifique o tipo de dentição (11 = permanente; 61 = decíduo) e a direção da intrusão, pois isso muda totalmente a conduta.

Alternativa correta: D

Por quê? Para o dente 11 avulsionado (criança 9–12 anos, dentição permanente), a conduta padrão é o reimplante imediato, idealmente no local do acidente ou o mais rápido possível. Já para o dente 61 intruído (decíduo, 4–7 anos), quando a raiz está deslocada para a região vestibular (afastando-se do germe do permanente), a melhor conduta é acompanhamento aguardando reerupção espontânea. Essas orientações seguem as Diretrizes da IADT 2020/2024 e da AAPD (American Academy of Pediatric Dentistry).

Conduta resumida – 11 (permanente) avulsão: reimplantar ASAP; se não for possível, manter em meio adequado (leite, soro, saliva) até o atendimento. No consultório: irrigação do alvéolo, reimplante, contenção flexível por 2 semanas, antibiótico sistêmico, checar tétano. Endo: ápice fechado → iniciar RCT em 7–10 dias; ápice aberto → tentar revascularização/apexificação (IADT/Andreasen).

Conduta resumida – 61 (decíduo) intrusão: radiografia para definir a direção. Vestibular → observar (controle 1 semana, 6–8 semanas, 6 meses, 1 ano). Palatina (em direção ao germe permanente) ou interferência oclusal/importante deslocamento → indicar exodontia (IADT/AAPD).

Análise das alternativas incorretas

A – Tracionar dente decíduo intruído não é recomendado. Em decíduos, a conduta é observação (vestibular) ou exodontia (palatina/risco ao germe) (IADT/AAPD).

B – Para o 11, não se prioriza usar coroa como prótese; o padrão é reimplantar mesmo com atraso (salvo contraindicações). Exodontia do 61 “de rotina” está errada; depende da direção e da oclusão.

C – Armazenar o 11 em soro “até cicatrizar o alvéolo” contraria o princípio do reimplante imediato. Para o 61, considerar direção da intrusão, não apenas interferência oclusal.

E – Não é verdade que “ambas perderam os dentes”. O 11 pode ser salvo por reimplante; o 61 frequentemente reerrompe quando vestibular.

Dica de prova (pegadinha): números FDI importam! 11 = permanente; 61 = decíduo. Em decíduos, a relação com o germe do sucessor define a conduta. Em permanentes, tempo fora do alvéolo e meio de armazenagem direcionam o prognóstico.

Referências: IADT Guidelines for Dental Traumatology (2020/2024 update); AAPD – Guideline on Management of Acute Dental Trauma; Andreasen & Andreasen – Textbook and Color Atlas of Traumatic Injuries to the Teeth.

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