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Q3415059 Odontologia
O Tratamento Restaurador Atraumático (TRA) contribui muito com a busca de técnicas minimamente invasivas, além da ampliação da prática clínica no setor público de atendimento odontológico. Sobre o sucesso dessa técnica devemos destacar que:
Alternativas

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Tema central: Tratamento Restaurador Atraumático (TRA/ART) em Odontopediatria e o princípio da remoção seletiva de cárie, visando evitar exposição pulpar e preservar estrutura dentária.

Alternativa correta: C — O sucesso do TRA depende de: remoção completa do tecido cariado das paredes circundantes para garantir selamento e retenção, e remoção apenas da dentina infectada no assoalho, mantendo dentina afetada firme quando houver risco de exposição pulpar. O selamento com ionômero de vidro de alta viscosidade promove aprisionamento bacteriano e parada da lesão. Evidências e diretrizes: WHO/PAHO – Manual ART (Frencken et al.); AAPD e revisões sistemáticas (ex.: Cochrane) apoiam a remoção seletiva por reduzir exposições pulpares e falhas.

Por que as outras estão incorretas?

A — “Remover toda a dentina afetada” está em desacordo com o TRA. Deve-se remover a dentina infectada (macia/úmida) e pode permanecer dentina afetada (firme) no assoalho para evitar exposição. O uso de instrumentos manuais está correto, mas a extensão da remoção não.

B — “Dor espontânea” sugere pulpite irreversível ou necrose; nesses casos, TRA isolado não é indicado. A conduta é tratamento endodôntico ou exodontia em decíduos, conforme viabilidade (AAPD; Ministério da Saúde). Além disso, “remover toda dentina infectada” no assoalho aumenta o risco de exposição pulpar.

D — O TRA clássico não preconiza uso obrigatório de ionômero fotopolimerizável. A recomendação é ionômero de vidro de alta viscosidade, quimicamente ativado, por sua tolerância à umidade, liberação de flúor e aplicabilidade em contextos sem energia elétrica (WHO/ART). O argumento de “ganho de tempo” com fotopolimerização é frágil e não define o sucesso do TRA.

E — O TRA não está em desuso; segue recomendado por OMS/WHO e políticas públicas por sua efetividade, custo-efetividade e mínima invasividade. O uso de brocas em baixa rotação contradiz o conceito “atraumático”, e “ionômeros prontos para uso” não representam o protocolo clássico do ART.

Estratégia para prova: Desconfie de termos como “remover tudo” (viola mínima intervenção), “dor espontânea” (indica tratamento pulpar, não ART), “fotopolimerizável obrigatório”, e “técnica em desuso”. Procure por selamento eficaz, remoção seletiva e uso de instrumentos manuais com ionômero de alta viscosidade.

Referências essenciais: WHO/PAHO – ART Manual; Frencken JE et al.; AAPD – Guideline on Caries Management; Cochrane Review sobre remoção seletiva de cárie; Ministério da Saúde – Cadernos de Atenção Básica: Saúde Bucal.

Gabarito: C.

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