Joaquim, 45 anos de idade, sem comorbidades, realiza tomogra...

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Q3412438 Medicina
Joaquim, 45 anos de idade, sem comorbidades, realiza tomografia de abdome, que demonstra uma massa renal sólida, incidental e hipervascular, com 4 cm de diâmetro, no polo inferior do rim direito, distando 3 cm da via excretora. Qual é a conduta mais adequada, nesse caso? 
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Tema central: A questão aborda o manejo de um tumor renal sólido pequeno (4 cm), incidental, em paciente sem comorbidades e anatomicamente favorável para tratamento cirúrgico. O conhecimento sobre condutas cirúrgicas nefroprotetoras é crucial em concursos de Medicina para o SUS e outras esferas públicas.

Justificativa da alternativa correta (E): A nefrectomia parcial (aberta ou minimamente invasiva) é a conduta preferencial para tumores renais ≤4 cm (T1a, conforme classificação TNM). Essa abordagem preserva o rim funcionante, reduz o risco de insuficiência renal a longo prazo e, segundo as “Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Carcinoma de Células Renais” (Portaria Conjunta nº 20/2022), deve ser indicada quando tecnicamente viável. Estudos robustos demonstram controle oncológico equivalente ao da nefrectomia radical, com a vantagem da preservação da função renal (UpToDate; Harrison's, 21ª ed., cap. 140).

Análise das alternativas incorretas:

A) Ultrassom de alta intensidade: Essa técnica não compõe a terapêutica padrão, tampouco é recomendada nas principais diretrizes. Pode ser experimental em contextos restritos, mas não substitui a abordagem cirúrgica em tumores sólidos de 4 cm.

B) Biópsia renal percutânea: A biópsia pode ser considerada em massa renal indeterminada ou pacientes com alto risco cirúrgico, mas não é mandatória em massas sólidas incidentais em paciente apto ao tratamento cirúrgico.

C) Sunitinibe e nefrectomia radical: O Sunitinibe é reservado para doença avançada/metastática e não tem indicação em doença localizada T1a. A nefrectomia radical também não é a primeira escolha nesse cenário.

D) Nefrectomia radical laparoscópica ou robótica: Embora seja opção para tumores maiores ou quando a parcial é inviável, não é o procedimento padrão para tumores T1a por comprometer desnecessariamente a função renal.

Estratégia de prova: Atenção a palavras-chave como “incidental”, “massa sólida”, “4 cm”, “sem comorbidades”, e à importância de preservar função renal. Isso direciona para nefrectomia parcial. Evite ser levado por termos técnicos ou nomes de medicamentos sem respaldo das diretrizes para o caso proposto.

Resumo: O tratamento de escolha é a nefrectomia parcial aberta ou minimamente invasiva, alinhada às principais diretrizes nacionais e internacionais para tumores renais localizados ≤4 cm, em pacientes com rim contralateral funcionante.

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