Uma mulher de 38 anos desenvolve DRESS grave (exantema maculopapular
generalizado, eosinofilia de 1.800/µL, hepatite com transaminases 4x o limite superior e linfocitose
com linfoblastos circulantes) após 3 semanas de tratamento com fenitoína para epilepsia
pós-traumática. Após resolução com corticoides e retirada da droga, inicia piperacilina/tazobactama
para infecção urinária complicada 4 semanas depois, evoluindo com exantema eritrodérmico, febre e
agranulocitose no dia 7 de terapia. Testes in vitro (LTT) positivos para fenitoína, piperacilina e
tazobactama; testes cutâneos negativos para betalactâmicos relacionados. Análise imunológica revela
T-células CD4+ CD25dim PD-1+ CD38+ persistentes na circulação após 6 meses. Considerando o
conceito de MDH como síndrome de hiperresponsividade T-cell persistente mediada por p-i,
distinguindo de reações flare-up ou reatividade cruzada, e evidências de dupla sensibilização em
combinações fixas (30–40% em LTT), qual é o mecanismo imunológico primário que explica a dupla
reação à piperacilina/tazobactama no contexto de MDH sequencial, integrando ausência de deficiência
regulatória T (Treg normal) e risco de evoluções graves como SJS/TEN em DHR subsequentes?