No tratamento da fissura anal crônica,

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Q4152342 Medicina
No tratamento da fissura anal crônica,
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na fissura anal crônica, a esfincterotomia interna posterior/mediana caiu em desuso por maior risco funcional; o conhecimento coloproctológico consolidado reconhece essa técnica como associada a incontinência anal e deformidade em fechadura, o que torna a alternativa C a correta.

Tema central: Fissura anal crônica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o procedimento de Lord, que consiste em dilatação anal forçada, não é amplamente indicado por baixos índices de complicações. O problema técnico dessa alternativa é inverter o perfil real da técnica: ela perdeu aceitação justamente pelo risco de lesão esfincteriana e distúrbios de continência.
B
Errada
Está errada porque esfincterotomia associada à hemorroidectomia não deve ser feita de rotina como profilaxia. O critério decisivo aqui é indicação seletiva versus uso indiscriminado: transformar a esfincterotomia em medida profilática rotineira expõe o paciente a risco desnecessário de disfunção esfincteriana, inclusive incontinência.
C
Certa
A alternativa C está correta porque atribui à esfincterotomia interna mediana posterior duas complicações classicamente associadas a essa abordagem: incontinência anal e defeito em fechadura. Esse perfil funcional desfavorável explica por que a abordagem posterior mediana caiu em desuso e por que, quando há indicação cirúrgica, a técnica preferida passou a ser a esfincterotomia lateral interna.
D
Errada
Está errada porque inverte a sequência terapêutica usual. Na fissura anal crônica, agentes químicos relaxantes do esfíncter interno compõem tratamento conservador inicial frequente, e a esfincterotomia lateral interna costuma ser reservada para falha do tratamento conservador. Portanto, não se sustenta afirmar que a cirurgia deva ser indicada antes do uso dos agentes químicos.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre a técnica cirúrgica preferida atualmente, a esfincterotomia lateral interna, e a técnica posterior mediana, cobrando as complicações clássicas desta última; também mistura procedimento histórico e condutas não rotineiras para induzir erro de indicação.
Dica para questões semelhantes
  • Diferencie a esfincterotomia lateral interna da posterior mediana pelo perfil funcional: a posterior mediana se liga às complicações clássicas cobradas, como incontinência e defeito em fechadura.
  • Não trate procedimento histórico como técnica amplamente recomendada: a dilatação anal de Lord perdeu espaço por complicações de continência.
  • Desconfie de alternativas que transformam conduta seletiva em rotina profilática, especialmente quando há risco esfincteriano.
  • Na fissura anal crônica, memorize a lógica de escalonamento: tratamento químico/conservador frequentemente precede cirurgia.

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