Figuras de linguagem são palavras ou expressões conotativas...
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Tema central: A questão aborda figuras de linguagem, recurso estilístico fundamental para a compreensão e interpretação dos sentidos expressos no texto. É uma cobrança frequente em concursos, pois exige que o candidato reconheça como as palavras ou expressões ganham novos significados além do literal, enriquecendo a mensagem do texto.
Análise da alternativa correta – B) Metonímia:
Na frase “o Congresso precisa aprovar também o 3.434/2020”, o número 3.434/2020 está sendo utilizado para se referir ao Projeto de Lei correspondente (Projeto de Lei nº 3.434/2020). Ocorre aqui a metonímia, figura de linguagem em que se emprega uma palavra ou expressão relacionada, por haver uma associação de sentido reconhecida. Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), metonímia é “a substituição de um termo por outro de sentido próximo, vinculados por relação de contiguidade (por exemplo, ‘ler Machado de Assis’ ao invés de ‘ler os livros de Machado de Assis’)”. Assim, citar o número no lugar do projeto é típico da metonímia.
Análise das alternativas incorretas:
A) Catacrese: O trecho “A escravidão de ontem é o martírio cotidiano de hoje” emprega uma metáfora, não catacrese. Catacrese é o uso de uma palavra por ausência de termo próprio (“cabeça da mesa”), o que não se observa.
C) Sinestesia: Em “O racismo e as desigualdades sociais são chagas da nossa sociedade”, “chagas” é uma metáfora para ‘feridas sociais’, e não ocorre nenhum cruzamento de sensações (como visão e tato), elemento essencial à sinestesia.
D) Eufemismo: “Que o grito de resistência de Zumbi dos Palmares (...) ecoe...” expressa enfático apelo à resistência, não há suavização de uma ideia desagradável, elemento do eufemismo.
Estratégia: Ao ler alternativas de figuras de linguagem, identifique a relação entre as palavras e o contexto: metonímia aproxima por relação lógica, catacrese surge da falta de termo específico, sinestesia mistura sensações e eufemismo suaviza ideias desagradáveis. O detalhamento conceitual é fundamental e está de acordo com Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo).
Conclusão: A alternativa correta é B.
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Figuras de Palavras.
- Catacrese: emprego de uma palavra no sentido figurado por não haver um termo próprio. Ex.: “A perna dos óculos”.
- Metáfora: estabelece uma relação de semelhança ao usar um termo com significado diferente do habitual. Ex.: “A menina é uma flor”.
- Comparação: parecida com a metáfora, a comparação é uma figura de linguagem usada para qualificar uma característica parecida entre dois ou mais elementos. No entanto, no caso da comparação, existe uma palavra de conexão (como, parecia, tal, qual, assim, etc.). Ex: "O olhar dela é como a lua, brilha maravilhosamente".
- Metonímia: substituição lógica de uma palavra por outra semelhante. Ex.: “Beber um copo de vinho”.
- Onomatopeia: imitação de um som. Ex.: “trrrimmmmm” (telefone).
- Perífrase: uso de uma palavra ou expressão para designar algo ou alguém. Ex.: “Cidade Luz” (Paris).
- Sinestesia: mistura de diferentes impressões sensoriais. Ex.: “O doce som da flauta”.
Figuras de Pensamento.
- Antítese: palavras de sentidos opostos. Ex.: bom/mau
- Paradoxo: referente a duas ideias contraditórias em uma só frase ou pensamento. Ex: "Ainda me lembro daquele silêncio ensurdecedor”.
- Eufemismo: intenção de suavizar um fato ou atitude. Ex.: “Foi para o céu” (morreu).
- Hipérbole: exagero intencional. Ex.: “Morto de sono”.
- Ironia: afirmação contrária daquilo que se pensa. Ex.: “É um santo!” (para alguém com mau comportamento).
- Prosopopeia ou Personificação: atribuição de predicativos próprios de seres animados a seres inanimados. Ex.: “O sol está tímido”.
Figuras de Construção.
- Aliteração: repetição de um determinado som nos versos ou frases. Ex: “O rato roeu a roupa...”.
- Anacoluto: alteração da construção normal da frase. Ex.: “O homem, não sei o que pretendia”.
- Anáfora: repetição intencional de uma palavra ou expressão para reforçar o sentido. Ex.: “Noite-montanha. Noite vazia. Noite indecisa. Confusa noite. Noite à procura, mesmo sem alvo”. (Carlos Drummond de Andrade).
- Elipse: omissão de um termo que pode ser identificado facilmente. Ex.: “No trânsito, carros e mais carros”. (há).
- Pleonasmo: repetição de um termo, redundância. Ex.: “Subir para cima”.
- Polissíndeto: repetição da conjunção entre os termos da oração. Ex.: “Nem o céu, nem o mar, nem o brilho das estrelas”.
- Zeugma: omissão de um termo já expresso anteriormente. Ex: “Ele gosta de Inglês; eu, (gosto) de Alemão”.
- Silepse: concordância com a ideia que se quer passar, um termo oculto, e não com o termo da frase. Ex: "a linda (ilha de) Fernando de Noronha".
FONTE: significados.com
O CONGRESSO= Entenda-se os membros quem fazem parte é que deveriam aprovar pelo quorum necessário. Ou seja substitui por um todo equivalente: METONÍMIA.
Gabarito B.
A persistência supera o talento.
É muito comum a mistura de talento e fracasso.
GABARITO: LETRA B
Metonímia:
Segundo o Aulete, é uma “figura de linguagem baseada no uso de um nome no lugar de outro, pelo emprego da parte pelo todo, do efeito pela causa, do autor pela obra, do continente pelo conteúdo etc.”. Ou seja, ocorre a substituição de uma palavra por outra porque há entre elas uma relação de todo e parte.
-O bronze (sino) repicava na torre da igreja. (a matéria pelo objeto)
-Essa juventude (os jovens) está perdida. (o abstrato pelo concreto)
-Vivo do suor (trabalho) do meu rosto. (o efeito pela causa)
-Gostaria de ter um Picasso (um quadro) em casa. (o autor pela obra)
-O Brasil (as pessoas do Brasil) vibrou com a conquista da Copa do Mundo. (o continente pelo conteúdo)
FONTE: A gramática para concursos públicos / Fernando Pestana. – 2. ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2015.
“A escravidão de ontem é o martírio cotidiano de hoje, (...)” (7§) – É Metáfora, não Catacrese (Metáfora: Comparação sem conectivo).
“(...) o Congresso precisa aprovar também o 3.434/2020, (...)” (14º§) – Metonímia - GABARITO - (Metonímia: Figura que consiste na troca de termos relacionados entre si - Nesse caso, trocou o nome da Lei pelo número da Lei).
“O racismo e as desigualdades sociais são chagas da nossa sociedade; (...)” (15º§) – É Metáfora também, não Sinestesia.
“Que o grito de resistência de Zumbi dos Palmares, (...) ecoe em todos os cantos do nosso país.” (15º§) – É Hipérbole, não Eufemismo (Hipérbole: Figura do exagero) .
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