Um paciente de 62 anos, com histórico de infarto do miocárd...

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Q3794619 Enfermagem
Um paciente de 62 anos, com histórico de infarto do miocárdio há 2 anos e obesidade (IMC de 34 kg/m²), apresenta-se à unidade de saúde com queixa de fadiga, poliúria e perda de peso não intencional. A avaliação laboratorial revela HbA1c de 8,2%, glicemia de jejum de 145 mg/dL e função renal preservada. Considerando as diretrizes atuais para o manejo do Diabetes Mellitus tipo 2, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: À luz das diretrizes oficiais atuais para manejo do DM2, paciente com doença cardiovascular estabelecida ou alto risco cardiovascular pode ter priorização terapêutica com classes de benefício cardiovascular comprovado, especialmente agonista do receptor de GLP-1 e/ou inibidor de SGLT2. No caso, o infarto do miocárdio prévio há 2 anos, somado à obesidade e aos critérios laboratoriais de diabetes, torna a alternativa A a única compatível com o entendimento técnico vigente.

Tema central: Manejo do DM2 com risco cardiovascular
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única alinhada à diretriz técnica oficial indicada na base. O dado decisivo do caso é a presença de doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, evidenciada pelo infarto prévio, somada à obesidade. Nesse cenário, as diretrizes atuais admitem a priorização de agonista de GLP-1 e/ou inibidor de SGLT2, porque essas classes não são escolhidas apenas pelo efeito glicêmico, mas também pelo benefício cardiovascular e ponderal.
B
Errada
Está errada porque contradiz o critério diagnóstico técnico oficial do diabetes. A base afirma que HbA1c em faixa diagnóstica e glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dL são critérios aceitos para DM, sem exigência de TTGO como confirmação obrigatória em todos os casos. Aqui, a glicemia de jejum é 145 mg/dL e a HbA1c é 8,2%.
C
Errada
Está errada por erro de conceito clínico-diagnóstico. A base é expressa ao dizer que poliúria, polidipsia, fadiga e perda ponderal podem ocorrer também no DM2, especialmente em apresentação sintomática ou descompensada. Portanto, não são sintomas específicos de DM1.
D
Errada
Está errada porque transforma o diagnóstico de DM2 em obrigação automática de insulinoterapia imediata, o que a base rejeita. A indicação inicial de insulina, segundo a base, costuma ficar reservada a hiperglicemia importante, catabolismo intenso, sintomas graves, cetose, cetoacidose ou suspeita de insulinopenia marcante. O caso não descreve emergência metabólica, cetose, descompensação grave ou outra condição que imponha insulina como primeira medida obrigatória.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre ter diagnóstico de diabetes e ter indicação obrigatória de insulina, além de testar se o candidato percebe que infarto prévio muda a escolha terapêutica inicial para classes com benefício cardiovascular.
Dica para questões semelhantes
  • Em DM2, primeiro verifique se há doença cardiovascular estabelecida; isso pode redefinir a escolha terapêutica inicial.
  • Não exija TTGO se já houver outro critério diagnóstico válido, como glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dL ou HbA1c em faixa diagnóstica.
  • Sintomas clássicos de hiperglicemia não são exclusivos de DM1; também podem aparecer no DM2.
  • Insulina imediata no DM2 não decorre automaticamente de HbA1c acima da meta; procure na questão sinais de gravidade metabólica ou catabolismo importante.

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