Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo masculino, d...

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Q4152228 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Paciente do sexo masculino, de 72 anos, sofre um único episódio de paralisia do braço direito por dez minutos com recuperação completa. O ecodoppler da carótida revela uma obstrução da carótida esquerda e uma estenose de 50-79% da artéria carótida direita.

Nesse caso, a conduta apropriada para esse paciente é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em doença carotídea extracraniana, o achado de ecodoppler que sugere oclusão de um lado e estenose contralateral significativa deve ser confirmado por método anatômico complementar quando a decisão terapêutica invasiva depende da definição precisa da patência/oclusão e do grau de estenose. No caso, o AIT hemisférico esquerdo é sugerido pelo déficit motor transitório à direita, e a carótida direita não é a lesão sintomática do evento.

Tema central: Doença carotídea sintomática
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa correta é a A porque o Doppler é um exame inicial, mas não basta sozinho quando mostra um cenário complexo que vai definir conduta vascular. Aqui há oclusão da carótida esquerda e estenose de 50-79% da direita, de modo que é apropriado confirmar a anatomia com angio-TC, angio-RM ou angiografia antes de qualquer intervenção.
B
Errada
Está errada porque trombólise não é tratamento indicado para oclusão carotídea extracraniana aterosclerótica detectada nesse contexto. Além disso, o quadro foi de AIT com duração de 10 minutos e recuperação completa, não um AVC isquêmico agudo incapacitante em que se discutiria terapia de reperfusão.
C
Errada
Está errada porque tomografia de crânio isolada não resolve a dúvida que define a conduta da questão, que é vascular cervical. Ela não confirma a oclusão carotídea nem gradua adequadamente a estenose para decisão sobre revascularização.
D
Errada
Está errada porque o sintoma lateraliza o evento para o hemisfério esquerdo, logo a lesão potencialmente sintomática é a carótida esquerda, não a direita. Portanto, não há base para indicar endarterectomia direita urgente por esse episódio. Além disso, a faixa de 50-79% ao Doppler é ampla e requer confirmação anatômica antes de qualquer indicação operatória.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões: ignorar a lateralização neurológica do déficit no braço direito, que aponta para hemisfério esquerdo, e assumir que um Doppler com estenose de 50-79% na carótida direita já autoriza cirurgia imediata, mesmo sem confirmação anatômica e sem relação direta com o evento descrito.
Dica para questões semelhantes
  • Em AIT hemisférico, primeiro lateralize o evento; déficit motor à direita aponta para hemisfério esquerdo e orienta qual carótida é a potencialmente sintomática.
  • Quando o Doppler sugere oclusão de um lado e estenose contralateral relevante, não pule direto para intervenção: confirme a anatomia com método complementar.
  • Indicação de endarterectomia exige correlação clínico-anatômica e estimativa confiável do grau de estenose; estenose contralateral ao sintoma não vira urgência automaticamente.

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