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Q4152226 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Paciente do sexo masculino, de 50 anos, apresenta-se para seu primeiro procedimento de acesso para hemodiálise. Ele relata uma história de hipertensão, porém sem procedimentos vasculares prévios nos membros superiores.

Considerando que o exame físico do paciente seja favorável, o melhor acesso primário a ser adotado seria:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Sendo o primeiro acesso para hemodiálise, com exame físico favorável e sem procedimentos vasculares prévios nos membros superiores, aplica-se o princípio distal-proximal: deve-se preferir a fístula autógena mais distal possível para preservar capital venoso e manter opções futuras; assim, a radiocefálica é a melhor resposta.

Tema central: Acesso primário para hemodiálise
Análise das alternativas
A
Errada
A fístula braquiocefálica é um acesso autógeno válido, mas é mais proximal que a radiocefálica. No primeiro acesso com exame favorável, ela perde pelo critério técnico decisivo da questão: deve-se começar pelo acesso autógeno mais distal possível. Escolhê-la inicialmente consome segmento proximal sem necessidade e reduz opções futuras.
B
Certa
A fístula arteriovenosa autógena radiocefálica é a escolha inicial clássica quando o cenário é favorável, porque cumpre o princípio de iniciar pelo acesso autógeno distal. Isso preserva segmentos proximais para reintervenções futuras caso haja falha do acesso inicial e evita consumir precocemente opções mais altas no membro superior. Neste enunciado, não há dado de inviabilidade anatômica distal nem manipulação vascular prévia que justifique pular essa etapa.
C
Errada
A transposição da veia basílica é uma solução autógena mais complexa e não ocupa o primeiro degrau da hierarquia quando há possibilidade de fístula autógena distal simples. Ela costuma ser reservada para falha ou inviabilidade de opções superficiais mais simples, como radiocefálica ou braquiocefálica. Portanto, está errada por violar o escalonamento técnico do acesso.
D
Errada
O shunt braquiocefálico em alça com prótese está inadequado como melhor acesso primário porque, quando há condições para fístula autógena, a prótese não é a preferência. O critério de exclusão aqui é a superioridade estratégica do acesso autógeno nesse contexto, com menor risco infeccioso e sem consumir precocemente uma solução protética que costuma ser reservada para ausência de veias adequadas ou falha das opções autógenas.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre acesso de maior calibre ou mais proximal e melhor acesso primário. Como o enunciado já informa exame físico favorável e primeiro acesso, isso impede justificar braquiocefálica, transposição da basílica ou prótese antes da radiocefálica.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão disser primeiro acesso e anatomia favorável, pense primeiro em fístula autógena distal.
  • Antes de escolher acesso proximal, procure no enunciado algum dado de inviabilidade distal ou falha prévia; se isso não aparecer, a opção distal costuma prevalecer.
  • Entre autógena e prótese, a prótese não deve vencer quando a base descreve possibilidade factível de fístula autógena.
  • Em provas, diferencie 'melhor acesso primário' de 'acesso com maior fluxo' ou de solução tecnicamente mais robusta.

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