Para a medição dos níveis de pressão sonora no ambiente de t...
Gabarito comentado
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A alternativa correta é a B - Dosimetria em dB na escala A, com circuito de resposta lenta (SLOW), microfone próximo ao ouvido do trabalhador.
No ambiente de trabalho, a medição dos níveis de pressão sonora é essencial para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. A questão aborda como medir adequadamente sons contínuos e intermitentes, que são frequentemente encontrados em indústrias e outros locais de trabalho.
Para entender a escolha correta, precisamos considerar a dosimetria de ruído, que é o processo de medir a exposição ao ruído de um trabalhador ao longo de um turno de trabalho. Ela é fundamental para determinar se a exposição está dentro dos limites aceitáveis conforme as normas regulamentadoras.
Justificando a alternativa correta:
- Alternativa B: A dosimetria em dB na escala A é a mais apropriada para avaliar o impacto do ruído na audição humana, pois essa escala simula a sensibilidade do ouvido humano. O circuito de resposta lenta (SLOW) é recomendado para ruídos contínuos e intermitentes, pois oferece uma leitura mais estável e precisa, evitando a variação excessiva que um ruído pode gerar. A colocação do microfone próximo ao ouvido é necessária para captar a exposição real do trabalhador.
Analisando as alternativas incorretas:
- Alternativa A: Embora a dosimetria esteja correta, a utilização do circuito de resposta rápida (FAST) não é adequada para medições de ruídos contínuos e intermitentes, pois resultaria em leituras instáveis e sujeitas a picos súbitos de som.
- Alternativa C: A medição pontual, ao invés de dosimetria, não atende à necessidade de avaliar a exposição ao longo do tempo. A posição do microfone próximo ao ombro pode não representar fielmente a exposição auditiva. Além disso, o circuito SLOW é apropriado, mas a medição pontual não captura a variabilidade ao longo do tempo.
- Alternativa D: O uso da escala C não é ideal para avaliar o impacto do ruído sobre a saúde humana, pois essa escala é mais apropriada para medir ruídos de baixa frequência. Além disso, a medição pontual, como já mencionado, não é suficiente para uma avaliação precisa da exposição durante todo o dia de trabalho.
- Alternativa E: A escala C novamente não é ideal, e o circuito FAST não é apropriado para ruídos contínuos e intermitentes, como já discutido.
Entender a correta metodologia de medição do ruído no ambiente de trabalho é essencial para proteger a saúde auditiva dos trabalhadores, garantindo conformidade com as normas de segurança.
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2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador.
Para a medição dos níveis de pressão sonora no ambiente de trabalho, a metodologia e os procedimentos técnicos no Brasil são regulamentados principalmente pela NR-15 (Anexo 1 e Anexo 2) do Ministério do Trabalho e Emprego e pelas Normas de Higiene Ocupacional (NHO-01) da Fundacentro.
Abaixo estão os principais aspectos metodológicos utilizados nessa avaliação:
1. Instrumentação Adequada
Medidor de Nível de Pressão Sonora (Decibelímetro) ou Dosímetro de Ruído: Devem atender aos padrões internacionais de precisão (como as normas IEC ou ANSI) e ser calibrados antes e depois das medições.
2. Circuitos de Ponderação e Resposta
Para Ruído Contínuo ou Intermitente: O instrumento deve operar no circuito de compensação "A" e no circuito de resposta lenta (SLOW).
Para Ruído de Impacto: Utiliza-se o circuito de resposta para impacto ou, na ausência deste, o circuito de resposta rápida (FAST) com o circuito de compensação "C".
3. Posicionamento do Microfone
As leituras devem ser realizadas na zona auditiva do trabalhador (próximo ao ouvido), de modo a refletir a exposição real que o colaborador recebe durante a sua jornada de trabalho.
4. Critérios de Avaliação e Limites
Legislação Trabalhista (NR-15): Considera um limiar de ação/tolerância inicial a partir de 85 dB(A) para uma jornada de 8 horas, utilizando uma taxa de duplicação de dose ($q = 5$).
Hiene Ocupacional (NHO-01 da Fundacentro): Adota critérios mais restritivos com início a partir de 80 dB(A) e taxa de duplicação de dose (q = 3), focando na equivalência energética para o cálculo do Nível de Exposição Normalizado (NEN), muito utilizado também para fins previdenciários (aposentadoria especial).
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