Em “...já deve ter assistido ao filme...”, o termo destacad...

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Q2895381 Português

A geração de pais- avôs

Espremidos entre a infância dos filhos e a própria velhice

chegando, homens de 50 ou 60 anos com filhos pequenos

têm um grande desafio pela frente: envelhecer sem deixar

de ser jovem


Isabel Clemente


Eles tiveram filhos depois – ou bem depois – dos 45. Sentiam-se jovens. Não tinham dúvida a respeito disso, mas quando viram os filhos crescendo, vacilaram. O tempo começou a passar mais rápido. Voltaram a malhar para recuperar o vigor físico. Estão mais vaidosos. De uma hora para outra, incorporaram hábitos alimentares mais saudáveis. Precisam ter saúde, cabelos, músculos. Beber menos, dormir mais. Prometeram aos filhos viver muito. E em nome dessa promessa, desejam a eternidade. Como todos nós.

[...]Vencer a morte é um desejo humano, ainda que inconsciente. Uma utopia que nos move atrás de qualidade de vida, de cura para doenças, de antídotos para o sofrimento, de vitaminas para a beleza. São armas capazes de retardar o envelhecimento, nunca detê-lo. Envelhecer é um processo. A boa notícia é que a juventude é um estado de espírito que podemos cultivar.

Pesquei especialmente para vocês, que estão se achando velhos, que têm medo de morrer antes que o filho cresça, tenha título de eleitor ou dirija um carro, a melhor definição que conheço sobre juventude. Eu a encontrei no texto “Youth Mode: um estudo sobre a liberdade”, da Box1824, uma agência paulista especializada no tema jovens e em estratégias para se comunicar com eles.

“Juventude não é liberdade no sentido político. É uma emancipação do tédio, do previsível, da tradição. É atingir um potencial máximo: a habilidade de ser a pessoa que você quer ser. Trata-se da liberdade de escolher como se relacionar; de experimentar coisas novas; de cometer erros. A juventude entende que toda liberdade tem limites e que ser adaptável é a única maneira de ser livre”.

Não estou sugerindo que você vista as roupas do seu filho adulto de 20 anos para brincar com sua criança de quatro, nem que cometa desatinos dos quais vá se arrepender depois. O recado é “adapte-se”. Pare de fumar ou beber tanto. Pratique algum esporte, ainda que seja empinar pipas. Dê-se ao luxo de sentar no chão, por cinco minutos que seja, ao lado daquela criança para brincar de boneca. E tire partido dos sorrisos. Você, que a essa altura já deve ter assistido ao filme de animação Monstros S.A., sabe que as gargalhadas das crianças liberam muito mais energia do que os gritos e os choros. Para terminar, antes de reclamar de novo de alguma coisa, respire fundo. Respirar fundo também é um ótimo antídoto para a velhice como predisposição da alma.

A essência do comportamento jovem é ter curiosidade em relação à vida, e não perder tempo pensando no fim. De preferência, não ser tedioso e, finalmente, ser aquilo que você gostaria de ser. Tem fase melhor da vida para alcançar este objetivo do que a meia idade? Talvez hoje, mais do que nunca, vocês tenham a paz e o discernimento necessários para experimentar algo novo ou tomar decisões que mudem para melhor o rumo de suas vidas. É uma hipótese. Dêemse o benefício da dúvida. Nossa cultura está repleta de interesses cruzados entre as gerações. Talvez, com o fim da cerimônia e a relativização de certas tradições, estejamos inaugurando uma era propensa à maior comunicação entre pessoas de idades tão diferentes. Sinta-se ungido pela sorte de recomeçar. Quando seu filho crescer, ele irá entender - mais cedo ou mais tarde - que a vida de cada um carrega histórias únicas, e que buscar uma escala de valores sobre as vantagens e as desvantagens de ser filho de um pai “velho” é um exercício inútil.

“Por muito tempo, a idade esteve amarrada a uma série de expectativas sociais. Mas quando o jovem da geração Boomerang retorna para o ninho vazio e a aposentadoria fica mais distante a cada dia, o vínculo entre idade e expectativas sociais começa a se desfazer”, diz outro trecho do estudo da Box1824. Cabe a cada um, portanto, reconstruir os laços com a juventude. E te digo que a presença de uma criança em casa é um ótimo começo.

Ser pai de criança pequena agora é o seu predicado. As pessoas irão enxergá-lo também sob essa nova lógica. Pode ser que você não tenha mais paciência para “certas coisas”. Considere a algazarra excessiva, o barulho, desnecessário. Mas o pacote é esse do jeito que está aí, aguardando para ser desembrulhado. Não inventaram nenhuma fórmula melhor para viver do que usufruir um dia depois do outro. E quando você faz tudo isso no “modo jovem”, você não se torna imortal, mas, parafraseando as mentes criativas da Box1824, você fica infinito.


Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e- blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/03/geracao-de-bpais- avosb.htm

Em “...já deve ter assistido ao filme...”, o termo destacado exerce função de

Alternativas

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Comentário – Questão de Sintaxe / Regência Verbal

Tema central: A questão aborda regência verbal, ou seja, a relação que o verbo estabelece com seu complemento. O verbo “assistir” pode ser transitivo direto ou indireto conforme seu sentido. A análise correta da função sintática é fundamental para evitar erros comuns, principalmente em concursos.

Justificativa da alternativa correta:

No trecho “já deve ter assistido ao filme, o verbo “assistir” está sendo empregado no sentido de “ver, presenciar”. Segundo a norma-padrão (cf. Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo), nesse uso, “assistir” é verbo transitivo indireto e exige a preposição “a”.

Dessa forma, o termo “ao filme” exerce função de objeto indireto, pois complementa o sentido do verbo e vem antecedido de preposição.

Exemplo prático: “Assisti ao espetáculo ontem.” – O termo “ao espetáculo” é objeto indireto.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Objeto direto: Errada, pois objeto direto não traz preposição. Exemplo de “assistir” como verbo transitivo direto seria: “O médico assistiu o paciente.” (no sentido de ajudar).
  • C) Complemento nominal: Incorreta, pois complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), nunca de um verbo.
  • D) Predicativo do sujeito: Incorreta. Predicativo do sujeito atribui uma característica ao sujeito, o que não ocorre no trecho.
  • E) Adjunto adnominal: Também errada, pois adjunto adnominal é termo que caracteriza ou determina um substantivo e não se aplica a complementos verbais.

Dica de prova: Em questões de regência, identifique sempre o sentido do verbo. Verbos polisêmicos, como “assistir”, mudam de regência conforme o contexto!

Resumo: Quando “assistir” tem o sentido de “ver, presenciar”, exige preposição “a” e seu complemento é objeto indireto. Assim, a alternativa correta é B.

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Comentários

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Letra B. VTI

Quem assiste.. assiste A algo.

Portanto, "ao filme" ao é uma preposição.

Objeto Indireto

Gabarito pelo QC: B

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''Assistir'' sentindo de ver, presenciar - Verbo Transitivo Indireto.

Ex.: Eu assisti ao filme

Bons estudos!

@W.daniel19

Assistir com sentido de "ver", "presenciar" = VTI

Assistir com sentido de "ajudar" = VTD

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