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Q3953242 Medicina
Paciente de 28 anos, G2 P1, natural de Santa Catarina, deu entrada no serviço para exame obstétrico. No momento, encontra-se no pré-natal de alto risco com 24 semanas de gestação. No US identificou-se feto pequeno para a idade gestacional, tórax curto e estreito, múltiplas fraturas ósseas. Diante dessas informações, o diagnóstico mais provável é 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O conjunto de achados do enunciado — feto pequeno para a idade gestacional, tórax curto e estreito e, principalmente, múltiplas fraturas ósseas intrauterinas — é classicamente compatível com osteogênese imperfeita tipo II, forma perinatal letal de fragilidade óssea, o que sustenta a alternativa B.

Tema central: Displasias esqueléticas fetais
Análise das alternativas
A
Errada
Hipofosfatasia pode cursar com hipomineralização esquelética grave e fraturas, mas o padrão clássico mais cobrado é de mineralização muito reduzida. Aqui, o achado decisivo é a associação de múltiplas fraturas fetais com tórax estreito, mais típica de osteogênese imperfeita tipo II.
B
Certa
A osteogênese imperfeita tipo II é uma forma perinatal letal de fragilidade óssea. No ultrassom pré-natal, pode mostrar encurtamento importante dos ossos longos, desmineralização óssea, tórax pequeno e múltiplas fraturas/angulações ósseas. Neste caso, o achado mais discriminativo é a presença de múltiplas fraturas intrauterinas associadas a tórax estreito, o que aponta diretamente para essa alternativa.
C
Errada
A acondrogênese pode apresentar micromelia grave e hipoplasia torácica, mas múltiplas fraturas ósseas não são o achado definidor. O enunciado destaca fraturas múltiplas, o que favorece osteogênese imperfeita tipo II.
D
Errada
A displasia campomélica se caracteriza principalmente por arqueamento dos ossos longos, sobretudo tíbia e fêmur. O quadro descrito traz fraturas múltiplas, e não curvatura óssea como achado dominante, afastando essa alternativa.
E
Errada
Essa alternativa não corresponde ao padrão clássico do diferencial ultrassonográfico descrito na questão para múltiplas fraturas fetais com tórax estreito e não se ajusta ao quadro típico apresentado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre displasias esqueléticas letais que cursam com tórax estreito; o ponto decisivo é valorizar as múltiplas fraturas intrauterinas, e não apenas a hipoplasia torácica.
Dica para questões semelhantes
  • Em displasia esquelética fetal, procure primeiro o achado mais discriminativo: fraturas múltiplas favorecem osteogênese imperfeita tipo II.
  • Tórax estreito indica gravidade em várias displasias, mas sozinho não define o diagnóstico.
  • Diferencie fratura de arqueamento ósseo: campomélica sugere curvatura; osteogênese imperfeita tipo II sugere fragilidade com fraturas.
  • Hipomineralização ou micromelia graves sem fraturas definidoras devem reabrir o diferencial com outras displasias, como acondrogênese ou hipofosfatasia.

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