Um novo servidor, analista administrativo, ingressou em uma...
I.Em certo modelo, os cargos públicos eram ocupados com base em vínculos pessoais com o governante, e o patrimônio estatal era frequentemente confundido com o patrimônio privado dos agentes.
II.Em período posterior, observou-se a criação de regras formais, carreiras estruturadas, concursos públicos e forte controle dos procedimentos para evitar favoritismos.
III.Mais recentemente, passou-se a priorizar resultados, eficiência, descentralização e avaliação de desempenho, buscando aproximar a gestão pública de práticas gerenciais típicas do setor privado.
Com base nesses cenários, associe cada situação ao tipo de Administração correspondente:
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: A decisão dependia de reconhecer, nos elementos do enunciado, os traços distintivos de cada modelo: pessoalidade e confusão entre público e privado; formalização com concurso e carreiras; e foco em resultados e eficiência. A identificação desses sinais leva à sequência patrimonialista, burocrática e gerencial, confirmando o gabarito E.
- Identifique primeiro o traço exclusivo de cada modelo: público e privado confundidos indica patrimonialismo.
- Quando o enunciado trouxer concurso, carreiras e controle formal de procedimentos, a referência é à burocracia.
- Se aparecerem resultados, eficiência, descentralização e avaliação de desempenho, o modelo é gerencial.
- Use a ordem histórica apenas como apoio; o que decide é a correspondência entre características e modelo.
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GAB: E
I. Administração Patrimonialista: Em certo modelo, os cargos públicos eram ocupados com base em vínculos pessoais com o governante, e o patrimônio estatal era frequentemente confundido com o patrimônio privado dos agentes.
II. Administração Burocrática: Em período posterior, observou-se a criação de regras formais, carreiras estruturadas, concursos públicos e forte controle dos procedimentos para evitar favoritismos.
III. Administração Gerencial: Mais recentemente, passou-se a priorizar resultados, eficiência, descentralização e avaliação de desempenho, buscando aproximar a gestão pública de práticas gerenciais típicas do setor privado.
O modelo patrimonialista foi o primeiro a surgir na história da Administração Pública. Caracteriza-se pela ausência de distinção clara entre o público e o privado, com cargos utilizados em benefício próprio e práticas como o clientelismo e o nepotismo. Na prática, era comum autoridades tratarem a coisa pública como extensão de seus interesses pessoais, o que gerava corrupção e ineficiência.
Em resposta aos problemas do patrimonialismo, surge o modelo burocrático, principalmente no início do século XX. Inspirado por teóricos como Max Weber, esse modelo valoriza princípios como impessoalidade, legalidade e meritocracia. A estrutura hierarquizada, as normas rígidas e os concursos públicos são marcas desse período. O objetivo era garantir que o Estado agisse de forma eficiente, previsível e livre de interesses pessoais.
A partir da década de 1990, ganha força o modelo gerencial, buscando maior eficácia e foco em resultados. Influenciado pelas práticas do setor privado, esse modelo prioriza a eficiência, a qualidade dos serviços, a descentralização e o controle por resultados. O servidor passa a ser avaliado pelo desempenho e a Administração é incentivada a inovar e a prestar melhores serviços ao cidadão.
- Patrimonialista → pessoalismo e confusão patrimonial.
- Burocrática → regras, impessoalidade e controle.
- Gerencial → eficiência, resultados e descentralização
PC-ES.
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