Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivame...
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Tema central: Esta questão explora a escolha adequada do agente embolizante para diferentes patologias vasculares — um tópico fundamental na atuação do Médico Radiologista intervencionista. Para acertar, o candidato deve reconhecer associação precisa entre patologia e material embolizante, com base em evidência científica e protocolos assistenciais.
Justificativa da alternativa correta (A):
As malformações arteriovenosas (MAVs) representam comunicações anômalas entre artérias e veias, formando geralmente um nidus vascular de alto fluxo. O tratamento via embolização é altamente indicado tanto como preparo para cirurgia quanto, em alguns casos, como tratamento definitivo.
O Onyx (copolímero de etileno vinil álcool) é um agente líquido não adesivo que permite penetração eficaz e controlada no nidus, minimizando riscos de refluxo e migração, sendo hoje um dos padrões-ouro para MAVs, conforme evidenciado pela literatura: “O Onyx permite oclusão eficaz e segura do nidus vascular, com controle do procedimento e baixo risco de complicações graves” (Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR e Rev. Bras. Cirurgia Plástica).
Análise das alternativas incorretas:
B) Aneurisma sacular visceral – polidocano: O polidocanol é indicado como esclerosante em malformações venosas e varizes, não em aneurismas arteriais. Em aneurismas viscerais, utiliza-se preferencialmente micropartículas, coils ou plugs.
C) Hepatocarcinoma avançado – cianoacrilato (cola): O tratamento radiológico padrão é a quimioembolização transarterial (TACE) com partículas e fármacos citotóxicos, e não o uso de cola.
D) Varizes esofágicas – micropartículas: O tratamento endovascular indicado é a ligadura elástica, e, no contexto de radiologia intervencionista, a escleroembolização via cianoacrilato se indica para sangramento refratário, e não micropartículas.
E) Fístula arteriovenosa – micropartículas: Fístulas, especialmente de alto fluxo, demandam coils ou plugs, já que micropartículas não garantem oclusão efetiva pelo potencial risco de migração distal.
Evidência e diretrizes: Protocolos e portarias nacionais reconhecem a embolização de MAVs com drogas, corroborando esta prática (Portaria MS nº 2.324/2024).
Dica para a prova: Atenção aos termos específicos de cada agente e à indicação precisa da embolização. Pegadinhas comuns envolvem a troca de agentes e situações clínicas similares — revise sempre os mecanismos e indicações de cada embolizante!
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