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Gabarito comentado
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TEMA CENTRAL: A questão avalia o domínio da regência nominal e do emprego obrigatório da crase (acento grave) diante da expressão “combate à corrupção”.
REGRA FUNDAMENTAL: Conforme a norma-padrão, a crase ocorre quando há fusão da preposição “a” (exigida pelo termo regente, no caso, “combate”) com o artigo feminino “a” (que acompanha o substantivo feminino “corrupção”). Assim, temos:
combate a + a corrupção = combate à corrupção
ALTERNATIVA CORRETA:
B) A obrigatoriedade do acento grave, indicador de crase, ocorre – também – em decorrência da relação indicada no enunciado.
Nessa alternativa está corretamente afirmado que a regência do termo “combate” exige preposição, e a junção com o artigo feminino antes de “corrupção” justifica o emprego obrigatório do acento grave (crase).
Celso Cunha & Lindley Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo) e Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) explicam que, sempre que houver a fusão mencionada acima, é obrigatório o uso da crase.
Dica valiosa: Substitua por substantivo masculino para tirar a dúvida: “combate ao crime”. Portanto, “combate à corrupção”.
ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:
A) Apenas aponta a necessidade da preposição e do artigo, mas omite a obrigatoriedade do acento grave (crase).
C) Está errada pois pronomes pessoais (“ela”) não admitem artigo, logo, à ela está gramaticalmente incorreto; o correto é a ela, sem crase. (Bechara, Cunha/Cintra)
D) A substituição por um pronome pessoal elimina a possibilidade da crase, pois, novamente, pronome não admite artigo: “a ela”, não “à ela”. Portanto, há preservação da preposição, mas sem acento grave.
ATENÇÃO À PEGADINHA: Questões desse tipo costumam usar substituição por pronomes ou mudar o termo regido para induzir ao erro!
Resumo: Use crase quando houver preposição + artigo feminino; nunca use crase antes de pronomes pessoais.
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Comentários
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A-errada A regência verbal, nesse caso, exige o emprego da preposição “a” que se associa ao artigo feminino “a”.
Não é regência verbal , mas, sim, nominal.
" do combate à corrupção"
De+O =do , esse O antes de combate, indica que combate é substantivo, logo é regência nominal e não verbal.
B-correta- A obrigatoriedade do acento grave, indicador de crase, ocorre – também – em decorrência da relação indicada no enunciado.
Considerando-se a relação de dependência que se estabelece entre duas palavras de uma mesma oração
C-errada- Caso o vocábulo “corrupção” já tivesse sido introduzido no texto e fosse, nesse trecho, substituído por “ela”, teríamos a expressão “à ela”.
Não há crase antes de pronomes do caso reto.
D-errada- Havendo substituição incondicional do vocábulo regido “corrupção” a preposição que o antecede será preservada assim como a obrigatoriedade do acento grave.
incondicional nesse caso é o mesmo que substituir por qualquer palavra , mas a crase tem exceções, a exemplo palavras masculinas, pronomes do caso reto e etc...
concordância nominal, como no enunciado diz " relação de dependência que se estabelece entre duas palavras ",
como não temos nenhum alternativa trazendo isso e essa nos remete ao enunciado, temos a resposta.
questão boa
"à corrupção": complemento nominal
Achei difícil essa...
Vamos analisar a frase:
“Assim, o desafio cotidiano e diário do combate à corrupção [...]”
Temos um caso de regência nominal. Combate a + palavra feminina.
Vamos agora as alternativas:
A) A regência verbal, nesse caso, exige o emprego da preposição “a” que se associa ao artigo feminino “a”.
R: Não é regência verbal e sim nominal.
B) A obrigatoriedade do acento grave, indicador de crase, ocorre – também – em decorrência da relação indicada no enunciado.
R: Correta, existe uma relação de dependência entre as duas palavras.
C) Caso o vocábulo “corrupção” já tivesse sido introduzido no texto e fosse, nesse trecho, substituído por “ela”, teríamos a expressão “à ela”.
R: Não se usa crase com pronome pessoal reto.
D) Havendo substituição incondicional do vocábulo regido “corrupção” a preposição que o antecede será preservada assim como a obrigatoriedade do acento grave.
R: Não. Se substituir a palavra corrupção por uma palavra masculina não teremos a crase.
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