Criança de 7 anos, residente em área rural, apresenta febre ...

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Q3880121 Enfermagem
Criança de 7 anos, residente em área rural, apresenta febre baixa e constante há cinco dias, mal-estar, cefaleia e inchaço indolor em uma das pálpebras, acompanhado de aumento do linfonodo pré-auricular do mesmo lado. A mãe relata que há presença de “barbeiros” nas paredes da casa.
A partir desse contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- O técnico de enfermagem deve suspeitar da fase aguda da Doença de Chagas e comunicar imediatamente à equipe multiprofissional para investigação e confirmação diagnóstica.
PORQUE
II- O edema palpebral unilateral indolor, acompanhado de adenopatia pré-auricular, é conhecido como sinal de Romaña e resulta da reação inflamatória à penetração do Trypanosoma cruzi na conjuntiva e em tecidos adjacentes.  

A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o reconhecimento do sinal de Romaña como achado clássico da fase aguda da Doença de Chagas: edema palpebral unilateral indolor com adenopatia pré-auricular, em criança de área rural com presença de barbeiros e febre/mal-estar, indica suspeita clínica de infecção aguda por inoculação conjuntival de Trypanosoma cruzi; por isso a asserção II é verdadeira e justifica diretamente a conduta descrita na I, que é comunicar a equipe para investigação e confirmação diagnóstica.

Tema central: Sinal de Romaña
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque as duas asserções são verdadeiras e há nexo causal entre elas. A I é verdadeira: o técnico de enfermagem deve reconhecer um quadro sugestivo de agravo infeccioso relevante e comunicar a equipe para investigação, sem pretender fechar o diagnóstico sozinho. A II também é verdadeira: descreve corretamente o sinal de Romaña como edema palpebral unilateral indolor com adenopatia regional, decorrente da penetração conjuntival do T. cruzi. Esse achado semiológico é exatamente o fundamento médico que sustenta a suspeita clínica da fase aguda da Doença de Chagas no caso apresentado.
B
Errada
Está errada porque a II não é informação acessória; ela contém o achado semiológico decisivo do caso. O sinal de Romaña é o elemento clínico que, somado ao contexto epidemiológico e aos sintomas sistêmicos, fundamenta a suspeita de fase aguda da Doença de Chagas. Portanto, a II justifica corretamente a I.
C
Errada
Está errada porque a II é verdadeira. A definição apresentada corresponde ao conhecimento consolidado da semiologia da Doença de Chagas aguda: edema palpebral unilateral indolor com adenopatia pré-auricular por inoculação conjuntival do T. cruzi. Negar isso contraria o critério diagnóstico central da questão.
D
Errada
Está errada porque a I é verdadeira. Diante de quadro compatível com doença infecciosa relevante, cabe ao técnico de enfermagem reconhecer os sinais sugestivos e comunicar a equipe para continuidade da investigação diagnóstica. O erro dessa alternativa é excluir a suspeição clínica operacional do papel do profissional de enfermagem.
E
Errada
Está errada porque ambas as asserções são verdadeiras. O conjunto febre baixa, mal-estar, cefaleia, moradia rural com exposição a barbeiros e edema palpebral unilateral indolor com adenopatia pré-auricular é compatível com fase aguda da Doença de Chagas, e a descrição do sinal de Romaña na II está correta.
Pegadinha da questão
A banca explora a possibilidade de o candidato tratar o edema palpebral como achado ocular inespecífico e não reconhecer que, nesse contexto epidemiológico, ele configura sinal de Romaña e fundamenta a suspeita de Doença de Chagas aguda.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver edema palpebral unilateral indolor com adenopatia pré-auricular, pense primeiro em sinal de Romaña quando o contexto epidemiológico for compatível.
  • Em questões de enfermagem, diferencie suspeitar/comunicar de confirmar diagnóstico: o técnico reconhece o padrão clínico e aciona a equipe.
  • Não isole o sintoma febre; integre semiologia específica e exposição epidemiológica para definir a hipótese principal.

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