O que um estudo de 2009 descobriu sobre pessoas na casa do...

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como lidar melhor com seu próprio envelhecimento (e, assim, viver mais tempo)


 Em uma festa na piscina neste verão, Johnnie Cooper subiu no trampolim, executou um mergulho perfeito e depois se juntou a um animado jogo de polo aquático . A ocasião? Seu 90º aniversário.


"Sempre esperei por essa idade", disse a senhora Cooper, que mora em Huntsville, Alabama, e é aposentada do Comando de Aviação e Mísseis do Exército dos EUA. "Você não tem mais muitas das lutas que tinha. Há muito mais paz."


Seu entusiasmo por envelhecer pode ser parte da razão pela qual ela viveu uma vida tão longa e rica. Embora a experiência de envelhecer seja diferente para cada pessoa, os especialistas concluem cada vez mais que ter uma mentalidade positiva está associado a um envelhecimento saudável.


Um estudo de décadas com 660 pessoas, publicado em 2002, mostrou que aqueles com crenças positivas sobre o envelhecimento viveram sete anos e meio a mais do que aqueles que tinham uma visão negativa sobre isso.


Desde então, pesquisas descobriram que uma mentalidade positiva em relação ao envelhecimento está associada a uma pressão arterial mais baixa, uma vida geralmente mais longa e saudável e um risco reduzido de desenvolver demência. A pesquisa também mostra que pessoas com uma percepção mais positiva do envelhecimento têm mais probabilidade de tomar medidas preventivas de saúde —como fazer exercícios— o que, por sua vez, pode ajudá-las a viver mais tempo. 


Você não pode parar o avanço do tempo, mas não precisa temê-lo. Aqui vão algumas maneiras de ajudar a mudar seu pensamento.


Perceba de onde vêm suas crenças sobre a idade


Desde o vizinho rabugento até o Luddite desinformado, estereótipos negativos sobre o envelhecimento estão em toda parte. Aceitar crenças negativas sobre o envelhecimento pode afetar nossa visão do processo — e nossa saúde, disse Becca Levy, professora de epidemiologia em Yale e autora de "Breaking the Age Code: How Your Age Beliefs Determine How Long and Well You Live" (Quebrando o código da idade: como suas crenças sobre a idade determinam quanto tempo e quão bem você vive", em tradução livre).


Um estudo de 2009, por exemplo, descobriu que pessoas na casa dos 30 anos que tinham estereótipos negativos sobre o envelhecimento tinham significativamente mais chances de ter um problema cardiovascular mais tarde na vida, como um ataque cardíaco ou derrame, do que aqueles com estereótipos positivos.


Para mudar suas crenças negativas sobre a idade, você primeiro precisa se tornar mais consciente delas, disse Levy. Experimente uma semana de "registro de crenças sobre a idade", no qual você anota todas as representações de uma pessoa mais velha —seja em um filme, nas redes sociais ou em uma conversa. Em seguida, questione se essa representação foi negativa ou positiva e se a pessoa poderia ter sido apresentada de forma diferente. Simplesmente identificar as fontes de suas concepções sobre o envelhecimento pode ajudá-lo a ganhar alguma distância das ideias negativas.


As pessoas podem fortalecer suas crenças positivas sobre a velhice em qualquer idade", disse Levy. Em um estudo de 2014, 100 adultos —com uma idade média de 81 anos— foram expostos a imagens positivas do envelhecimento e mostraram tanto uma melhora na percepção do envelhecimento quanto uma melhora na função física.


Encontre modelos de envelhecimento


Se você associa o envelhecimento apenas a perda ou limitação, "você não está tendo uma visão completa do que significa envelhecer", disse Regina Koepp, uma psicóloga especializada em envelhecimento. Em vez disso, ela recomenda: "mude sua atenção — procure por modelos de envelhecimento, veja quem está fazendo isso bem".


Isso "não precisa ser uma pessoa de 90 anos mergulhando de um trampolim", disse Koepp. Pode ser alguém que frequenta uma aula de ioga toda semana ou que faz trabalho voluntário por uma causa.


Levy recomenda pensar em cinco pessoas mais velhas que fizeram algo que você considera impressionante ou que têm uma qualidade que você admira, seja se apaixonar mais tarde na vida, mostrar dedicação em ajudar os outros ou manter um compromisso com a forma física.


 Não confunda positividade forçada com otimismo


Pesquisas sugerem que mulheres otimistas têm mais chances de viver além dos 90 anos do que mulheres menos otimistas, independentemente de raça ou etnia. Mas pensar de forma mais positiva sobre o envelhecimento não significa ignorar preocupações reais com pensamentos felizes —ou usar frases como "Você não envelheceu!" como um elogio.


"Os clichês não funcionam — já os ouvimos, são banais, são insensíveis", disse Melinda Ginne, 74, uma psicóloga especialista em envelhecimento.


Em vez disso, tente olhar para a realidade honesta com otimismo. Se você se sentir desanimado porque não joga tênis tão bem aos 70 anos como costumava jogar, disse Ginne, lembre-se: "Não, eu posso não jogar tênis como fazia quando tinha 50 anos, e só posso jogar por 10 minutos. Mas ainda posso jogar."


Enfrente seus próprios medos sobre o envelhecimento


Para se sentir mais positivo em relação ao envelhecimento, Koepp recomenda examinar quais preocupações você tem sobre o processo e depois refletir sobre quão preocupantes elas realmente são. 


Por exemplo, Koepp, 47 anos, tem tido um problema com seu quadril esquerdo. "Eu digo que estou velha porque me sinto rígida e rangendo", disse ela. "Mas então eu penso, bem, meu quadril direito não está rígido e rangendo, e tem a mesma idade." O ponto é que, embora o envelhecimento possa estar contribuindo para sua dor no quadril, ela disse que não é o único fator. "Mas nós confundimos idade e incapacidade, e acho que isso assusta as pessoas", disse ela.


Não descarte os benefícios


Concentre-se também no que você está ganhando. Pesquisas mostraram, por exemplo, que o bem-estar emocional geralmente aumenta com a idade, e certos aspectos da cognição, como a resolução de conflitos, muitas vezes melhoram.


Com o tempo, "é provável que desenvolvamos mais resiliência", disse Koepp. Envelhecer com sucesso não significa que você não ficará doente, enfrentará perdas ou precisará de cuidados em algum momento, disse ela. E ninguém disse que mudar qualquer mentalidade é fácil. Mas se você puder, acrescentou, isso pode permitir que você se veja mais claramente "como uma pessoa com experiência vivida e sabedoria" à medida que envelhece.


https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/10/como-lidar-melhor-com-seu-proprio-envelhecimento-e-assim-viver-mais-tempo.shtml

 O que um estudo de 2009 descobriu sobre pessoas na casa dos 30 anos que tinham estereótipos negativos sobre o envelhecimento?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito comentado — Interpretação de Texto

Tema: Interpretação de texto (localização de informação explícita no trecho).

Estratégia para resolver: Identifique no texto o recorte temporal e o grupo-alvo mencionados no enunciado. Procure pelas expressões-chave: “estudo de 2009”, “pessoas na casa dos 30 anos” e “estereótipos negativos”. Em seguida, leia literalmente a consequência apontada pelo estudo. Atenção a marcadores como “por exemplo” (introduz exemplificação) e “mais tarde na vida” (marcador temporal), que delimitam a informação relevante.

Alternativa correta: B“Elas tinham mais chances de ter um problema cardiovascular mais tarde na vida.”

Justificativa: O texto afirma explicitamente que o estudo de 2009 “descobriu que pessoas na casa dos 30 anos com estereótipos negativos sobre o envelhecimento tinham significativamente mais chances de ter um problema cardiovascular mais tarde na vida, como infarto ou derrame”. A alternativa B reproduz fielmente essa relação de causa e consequência.

Por que as demais estão incorretas?

A) “Função física deteriorada” — O texto não associa o estudo de 2009 a deterioração de função física. Ao contrário, em outro estudo (de 2014), há melhora da função física quando expostos a imagens positivas. É uma troca indevida de estudos e de resultados.

C) “Menos chances de desenvolver doenças mentais na velhice” — O texto relaciona mentalidade positiva ao menor risco de demência. A alternativa fala de quem tem estereótipos negativos e ainda muda o campo de “cardiovascular” para “doenças mentais”, o que não corresponde ao achado do estudo de 2009.

D) “Sempre propícias a ter percepção mais positiva do envelhecimento” — É o oposto do que o texto indica; quem tem estereótipos negativos não fica “sempre” mais positivo. O advérbio “sempre” é um absolutizador típico de pegadinha: desconfie de termos categóricos quando o texto não os endossa.

Dicas de prova (como evitar armadilhas):

1) Foque no ano do estudo e no grupo etário citados para não misturar resultados de pesquisas diferentes.

2) Procure correspondência literal entre palavras do texto e da alternativa: “mais chances” = maior probabilidade; “problema cardiovascular” = infarto/derrame.

3) Desconfie de termos absolutos como “sempre” e de mudanças de tema (ex.: passar de “cardiovascular” para “doenças mentais”) que não estejam no trecho pedido.

Gabarito: B

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