Paciente de 28 anos descobriu há alguns dias estar gestante...

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Q3953211 Medicina
Paciente de 28 anos descobriu há alguns dias estar gestante. Nunca fez uso de contraceptivos. No primeiro ultrassom, já estava de 28 semanas de gestação, datação realizada pelas medidas do feto. No exame, observou-se discreto aumento do líquido amniótico e estômago fetal pouco repleto durante todo o exame. Com base nessas informações assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Polidrâmnio discreto associado a estômago fetal persistentemente pouco repleto sugere falha de deglutição/enchimento gástrico por atresia esofágica. Entre as alternativas, a única compatível com esse padrão e com algum grau de descompressão por fístula distal é a atresia esofágica tipo C, que sustenta o gabarito B.

Tema central: Atresia esofágica fetal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a atresia duodenal é obstrução distal ao estômago. Nessa topografia, o líquido chega ao estômago e tende a causar distensão gástrica, frequentemente também do duodeno proximal, em vez de estômago persistentemente pouco repleto. O polidrâmnio isoladamente não distingue, mas o padrão do estômago exclui essa alternativa.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o conjunto descrito aponta para atresia esofágica: o polidrâmnio decorre de prejuízo da deglutição fetal, e o estômago pouco repleto durante todo o exame indica redução persistente da chegada de líquido ao estômago, o que favorece interrupção do trânsito esofágico. Entre as opções com atresia esofágica, o tipo C é o subtipo mais frequente e o mais compatível, em prova, com essa suspeita pré-natal. O ultrassom não define com certeza absoluta o subtipo anatômico, mas a pergunta pede o diagnóstico mais provável, e isso sustenta o gabarito.
C
Errada
Está errada porque o pâncreas anular causa obstrução duodenal extrínseca, portanto compartilha o comportamento das obstruções pós-gástricas: espera-se estômago e segmento duodenal proximal dilatados, não estômago pequeno durante todo o exame. O dado decisivo do enunciado vai contra esse mecanismo.
D
Errada
Está errada porque o tipo D é uma forma rara de atresia esofágica com fístulas proximal e distal, e o enunciado não traz achado anatômico específico que permita favorecê-lo em relação ao tipo C. Como a questão pede o diagnóstico mais provável, a frequência anatômica do tipo C pesa a favor da alternativa B.
E
Errada
Está errada porque o tipo B também é raro e não há no enunciado elemento específico que aponte para essa configuração. Além disso, sem fístula distal, a correlação ultrassonográfica mais típica seria de estômago muito pouco visível ou ausente; aqui foi descrito estômago pouco repleto, achado que não obriga esse subtipo e, em raciocínio probabilístico de prova, mantém o tipo C como mais provável.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre polidrâmnio por atresia esofágica e polidrâmnio por obstrução duodenal; o dado que resolve é o estômago persistentemente pouco repleto, que favorece obstrução esofágica e não obstrução distal ao estômago.
Dica para questões semelhantes
  • Em malformações digestivas fetais, não use o polidrâmnio sozinho: veja se o estômago está pequeno ou distendido.
  • Estômago persistentemente pouco repleto favorece atresia esofágica; obstrução distal ao estômago tende a dilatação gástrica.
  • Se a questão pedir o diagnóstico mais provável entre subtipos de atresia esofágica sem definição anatômica completa, a frequência do tipo C pode ser o critério decisivo.

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