Todas as espécies de Leishmania já classificadas têm em com...
Gabarito comentado
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Gabarito: C (certo)
Tema central: ciclo biológico da Leishmania e a necessidade de um vetor invertebrado (flebotomíneo) para o desenvolvimento e transmissão.
Justificativa da alternativa correta: Todas as espécies do gênero Leishmania com relevância médica são dixenóxenas (precisam de dois hospedeiros). No vertebrado (homem, cão e outros reservatórios), o parasita está como amastigota (intracelular em macrófagos). No invertebrado, obrigatoriamente um flebotomíneo (subfamília Phlebotominae: Lutzomyia/Psychodopygus nas Américas; Phlebotomus no Velho Mundo), diferencia-se em promastigota e sofre metaciclogênese, originando a forma metacíclica infectante. Esse passo no inseto é essencial para a manutenção do ciclo e para que o parasita atinja a “forma infectante”. Assim, afirmar que necessitam de um hospedeiro invertebrado flebotomíneo está correto. Referências: OMS/WHO (Leishmaniasis – Fact sheet), Ministério da Saúde – Manuais de Vigilância da Leishmaniose Visceral e Tegumentar, Harrison’s Principles of Internal Medicine, UpToDate.
Análise da alternativa E (errado): Estaria incorreta porque negaria um conceito fundamental: não há transmissão sustentada nem desenvolvimento do parasita sem o flebotomíneo. Embora existam relatos esporádicos de transmissão não vetorial (vertical em cães, transfusional, raramente sexual), essas vias não substituem o desenvolvimento obrigatório no flebotomíneo, onde ocorre a preparação para a infectividade (metaciclogênese). Portanto, dizer que o vetor invertebrado não é necessário contraria a biologia do parasita e as diretrizes de vigilância epidemiológica.
Pontos de atenção para provas (pegadinhas):
- O termo “mosquito” é usado coloquialmente; cientificamente, o correto é flebotomíneo (mosquito-palha), diferente de culicídeos como Aedes e Culex.
- “Forma adulta” na questão refere-se, na prática, à forma infectante metacíclica no vetor; protozoários não têm “adulto” como helmintos.
- Lembre: amastigota no vertebrado; promastigota no flebotomíneo. Essa associação ajuda a validar rapidamente a alternativa correta.
Aplicação prática (sanidade e saúde pública): O controle foca em vetores flebotomíneos (manejo ambiental, barreiras físicas, repelentes, coleiras impregnadas em cães), pois são indispensáveis ao ciclo, conforme Ministério da Saúde e OMS.
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