Em bovinos, a forma mais comum de contaminação ocorre pela ...

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Q3578786 Veterinária
Acerca do botulismo, doença neuroparalítica grave causada pela ação de uma toxina produzida por Clostridium botulinum, julgue os itens subseqüentes.
Em bovinos, a forma mais comum de contaminação ocorre pela ingestão de alimento contendo a toxina.
Alternativas

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Tema central: Botulismo em bovinos é uma neuroparalisia flácida causada pela toxina de Clostridium botulinum (principalmente tipos C e D na bovinocultura). A pergunta explora a via mais comum de exposição nos bovinos.

Gabarito: C — certo

Justificativa da alternativa correta: Em bovinos, a apresentação típica é intoxicação alimentar: ingestão de toxina pré-formada presente em silagens/fenos mal conservados, água ou “restos” contendo carcaças (“botulismo de carcaça”) ou materiais em decomposição. Condições anaeróbias e pH inadequado favorecem a produção da toxina. Portanto, a ingestão do alimento contendo a toxina é a forma mais comum de contaminação e adoecimento no rebanho. Referências: Merck Veterinary Manual; WOAH (OIE) Manual; Radostits et al., Veterinary Medicine.

Análise da alternativa incorreta: E — errado seria a marcação se a afirmação fosse falsa. Não é o caso porque outras vias (p.ex., botulismo de feridas ou toxico-infecção intestinal) são raras em bovinos. Diferentemente de humanos/équidos, a colonização de feridas ou do intestino não é a via predominante na espécie bovina.

Fisiopatologia resumida: A toxina botulínica liga-se às terminações colinérgicas, bloqueando a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular, resultando em paralisia flácida simétrica. Tipos C/D são os mais envolvidos em ruminantes.

Diagnóstico (como raciocinar na prova): Valorize o histórico de acesso a silagem/feno suspeitos, água com carcaças ou áreas com carência de fósforo (osteofagia aumenta o risco). Achados: fraqueza progressiva, dificuldade de deglutição, língua flácida (teste da tração), timpanismo por hipomotilidade ruminal, decúbito e morte por falência respiratória. Confirmação pela detecção da toxina (C/D) em soro, conteúdo gastrointestinal ou alimento (bioensaio, ELISA, Endopep-MS). Diferenciais: hipocalcemia, intoxicação por organofosforados, polioencefalomalácia e raiva.

Tratamento e prevenção (alta produtividade em prova): Administração precoce de antitoxina botulínica C/D e suporte (fluídos, manejo do decúbito). Antibióticos têm pouco papel na intoxicação e alguns (aminoglicosídeos, tetraciclinas) podem piorar o bloqueio neuromuscular. Prevenção: remoção de carcaças de silos/bebedouros, boas práticas de ensilagem, suplementação fosfatada e vacinação com toxoides C/D em áreas endêmicas (prática ampla no Brasil).

Estratégia de prova: Quando ler “forma mais comum”, associe bovinos a ingestão de toxina pré-formada. Desconfie de alternativas que privilegiem “feridas” ou “infecção intestinal” para essa espécie.

Fontes de referência: Merck Veterinary Manual; WOAH Manual of Diagnostic Tests and Vaccines; Radostits et al., Veterinary Medicine.

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