Em um determinado país, em crise de dívida pública excessiva...
Uma possível explicação para esse fato é a(o)
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**Alternativa Correta: B - redução da arrecadação fiscal**
Tema Central da Questão: A questão aborda o impacto de políticas fiscais austeras em um contexto de crise de dívida pública. O foco é entender por que um corte de gastos governamentais não se traduz diretamente em uma redução equivalente no déficit orçamentário.
Resumo Teórico: Em situações de austeridade fiscal, o governo tenta reduzir déficits através de cortes de gastos ou aumentos de impostos. No entanto, esses cortes podem levar a uma contração econômica, reduzindo a renda disponível e, consequentemente, a arrecadação de impostos. Essa dinâmica é essencial para entender por que o déficit não diminui na mesma proporção dos cortes.
**Justificativa da Alternativa Correta:**
A alternativa B indica a "redução da arrecadação fiscal". Quando o governo implementa cortes nos gastos, isso pode levar a uma diminuição na atividade econômica geral. Menos atividade econômica significa menor renda e, portanto, a arrecadação fiscal diminui. Isso explica por que o déficit não reduz na mesma magnitude do corte de gastos. Tal fenômeno é bem documentado na literatura econômica, onde um corte de gastos pode provocar uma redução na base tributária, diminuindo a arrecadação.
**Análise das Alternativas Incorretas:**
- A - redução da taxa de poupança: Embora a poupança possa ser afetada por políticas fiscais, ela não está diretamente ligada à explicação de por que o déficit não diminui na mesma proporção dos cortes de gastos.
- C - redução das exportações: Exportações estão mais relacionadas ao comércio exterior e não são diretamente afetadas por cortes nos gastos públicos, a menos que haja uma relação indireta específica que a questão não menciona.
- D - aumento das importações: Importações podem ser afetadas por variações na renda e na taxa de câmbio, mas não explicam diretamente a discrepância entre o corte de gastos e a redução do déficit.
- E - aumento do déficit comercial: O déficit comercial diz respeito à balança de pagamentos e não ao orçamento governamental. Portanto, não é relevante para a questão da redução do déficit orçamentário.
Estratégias de Interpretação: Ao interpretar uma questão como essa, é crucial entender o contexto econômico em que a política fiscal está inserida. Preste atenção em como mudanças fiscais afetam a economia de maneira mais ampla e considere sempre o efeito de segunda ordem, como a diminuição da atividade econômica afetando a arrecadação fiscal.
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Comentários
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Deficit atual do governo: 35 bilhoes u.m
Corte de gastos: 10 bilhoes u.m
A expectativa era de reduzir o deficit para 25 bilhoes. Entretanto, os gastos do governos geravam arrecadacao de 5 bilhoes aos cofres publicos. Tais 5 bilhoes nao sao mais arrecadados, sendo adicionados ao deficit (35 -10 + 5 = 30 bilhoes u.m)
Um corte nos gastos do governo no valor de $10 bilhões resultaria em uma redução do déficit fiscal na mesma magnitude, desde que a arrecadação permanecesse constante. Entretanto, a redução da demanda, proveniente da redução do gasto governamental, reduz o nível de atividade econômica, reduzindo a arrecadação de impostos por parte do governo.
GABARITO LETRA B
Para reduzir o déficit, deve-se trabalhar na redução nas despesas e/ou aumentar as receitas, ou ao menos, manter constante um dos lados (receita ou despesa).
Na questão em tela temos aplicação de corte no gasto do governo de 10 bilhões de unidades monetárias. Com a redução nos gastos do governo temos redução da demanda agregada e, consequentemente, da atividade econômica. Note que parte das receitas do governo é diretamente relacionada ao desempenho da atividade econômico, e, com a redução da demanda agregada, provavelmente teremos também redução nas receitas governamentais. Podemos concluir que a redução no déficit não será no mesmo montante da redução das despesas, pois teremos em menor proporção uma redução da arrecadação tributária.
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