O terapeuta ocupacional, ao estruturar intervenções voltada...
Gabarito comentado
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Alternativa Correta: A
Tema central da questão:
Esta questão aborda como o terapeuta ocupacional deve estruturar intervenções para o desenvolvimento de habilidades motoras gerais, integrando elementos biomecânicos (movimento, força, coordenação) e psicossociais (motivação, cognição, contexto social). O objetivo é promover avanços funcionais, ou seja, ganhos que façam sentido para a vida do paciente — respeitando individualidades e necessidades reais.
Resumo teórico:
Na Terapia Ocupacional, a intervenção precisa ser sistemática, individualizada e orientada por avaliação constante. A literatura da área (como o Modelo de Ocupação Humana - MOHO de Gary Kielhofner e as Diretrizes da ABRATO) sugere que a prática deve:
- Analisar as limitações e potencialidades do indivíduo – físicas, emocionais e sociais.
- Avaliar e adaptar as tarefas para que elas sejam desafiadoras, mas realistas, simulando ou sendo análogas à vida diária.
- Considerar fatores biopsicossociais, promovendo funcionalidade e autonomia.
Fontes como o COFFITO (Resolução 396/2011) e publicações acadêmicas de Terapia Ocupacional reforçam essa abordagem integrada.
Justificativa da alternativa correta (A):
A alternativa A propõe análises sistemáticas e individualizadas, mapeando restrições articulares (biomecânicas) e fatores cognitivos (psicossociais), adaptando tarefas gradualmente para se aproximarem das demandas reais da vida e desenvolvendo estratégias funcionais integradas. Isso está em total acordo com os princípios científicos e éticos da Terapia Ocupacional, pois respeita a necessidade de uma atuação personalizada, orientada à funcionalidade e à participação social.
Análise das alternativas incorretas:
B: Sugerir um programa baseado apenas em resistência muscular e descartar as demandas do cotidiano vai contra o foco da Terapia Ocupacional, que é exatamente tornar o indivíduo mais funcional e participativo em sua rotina. A reabilitação centrada só no físico, sem integração com as reais necessidades, é limitante e pouco efetiva (ABRATO, MOHO).
C: Confiar apenas no engajamento espontâneo do paciente e não monitorar metas ou dificuldades retira do profissional sua responsabilidade de avaliação e intervenção assertiva, essencial para o progresso terapêutico.
D: Realizar atividades lúdicas sem objetivo funcional e sem avaliação parte de uma visão superficial, pois a ludicidade, embora importante, deve estar vinculada a metas terapêuticas concretas e monitoramento de desempenho para promover avanços mensuráveis.
Dica para interpretação:
Observe que palavras como "descartar", "limitar-se", "permitindo livremente", "sem monitorar", "sem associação a objetivos" costumam indicar falta de sistematização, o que não condiz com a prática profissional baseada em evidências. Nas provas, desconfie de alternativas que excluem totalmente a análise, individualização ou avaliação contínua.
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