Uma adolescente de 13 anos, acompanhada de seu pai,
comparecem ao ambulatório de reumatologia após ter sido
encaminhada pela Unidade Básica de Saúde próxima de sua
residência devido queixas de dores difusas musculares e
articulares, queda capilar, fadiga e lesões cutâneas. O
reumatologista logo se atentou a possibilidade de um quadro
de Lúpus Eritematoso Sistêmico Juvenil (LESJ) e durante
sua investigação acerca das queixas da paciente identificou
ao exame físico achados compatíveis com lúpus cutâneo
agudo e crônico, úlceras orais, alopecia não cicatricial e
artrite em punhos. Em sua investigação laboratorial
evidenciou-se aumento de provas de atividade inflamatórias
(VHS: 70mm/1ªh, PCR: 7 mg/dL) e presença de FAN com
padrão Nuclear pontilhado Grosso na titulação 1:640,
enquanto os demais exames (hemograma, EAS e proteinúria
de 24h) estavam dentro da normalidade. Alguns exames
solicitados ainda estavam pendentes. O reumatologista
orientou o pai e a adolescente que de acordo com os critérios
SLICC (Systemic Lupus International Collaborating Clinics),
que incluem 11 itens clínicos e seis imunológicos, seria
possível classificar a paciente como LESJ.
De acordo com os critérios SLICC citados no caso, para que
um paciente seja classificado como LESJ, é necessário a
presença de
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