Paciente de 4 anos comparece à sua consulta em ambulatório
de reumatologia conforme programado previamente. O
motivo de seu seguimento é o diagnóstico de artrite
idiopática juvenil realizado há 8 meses. Quando o paciente
buscou atendimento inicialmente (primeira consulta),
juntamente com sua mãe, estava com queixa de dor e inchaço
significativo em ambos os joelhos e tornozelos, que havia se
iniciado há 3 meses e apresentou evolução progressiva. Na
época em seu rastreio inicial o paciente apresentou fator
reumatóide (FR), Anti-CCP e FAN negativos, além de
velocidade de hemossedimentação (VHS) e proteína C
reativa (PCR) normais. Foi diagnosticado então com artrite
idiopática juvenil e logo foi iniciado tratamento inicial com
naproxeno e após algumas semanas substituído por
metotrexate, com boa resposta terapêutica. Após 4 meses de
seguimento no ambulatório e 7 meses do início dos sintomas,
o paciente evoluiu com acometimento de interfalangianas
proximais de dois quirodáctilos da mão direita e um
quirodáctilo da mão esquerda, com boa resposta após
otimização da dose do metotrexate. Além do seguimento
com reumatologista, o paciente também faz seguimento com
oftalmologista devido risco de uveíte relacionado a AIJ.
Um dos critérios que devem estar presentes na artrite
idiopática juvenil, de acordo com a Liga Internacional de
Associações de Reumatologia da artrite idiopática juvenil
(ILAR), é a presença de uma artrite inflamatória crônica de
origem desconhecida, com início antes dos 16 anos de idade
e que persiste por pelo menos
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