O carcinoma folicular da tireoide (CFT) representa o segund...
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Tema central: O carcinoma folicular da tireoide (CFT) é o segundo tipo mais comum de câncer da glândula tireoide, mais frequente em mulheres acima de 50 anos. Entender suas características diagnósticas e diferenças em relação ao carcinoma papilífero é essencial para o médico cancerologista cirúrgico.
Justificativa da alternativa correta (C): O diagnóstico definitivo do CFT depende do exame histopatológico da peça cirúrgica, pois apenas nele se pode avaliar invasão capsular e/ou vascular, critérios que definem malignidade. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Carcinoma Diferenciado da Tireoide: “A PAAF [...] é muito pouco específica nos carcinomas foliculares, [...] não faz diagnóstico diferencial com bócios, adenomas e tireoidites crônicas. Estes resultados são considerados suspeitos para malignidade e o tratamento frequentemente é cirúrgico.” Ou seja, mesmo achados sugestivos na PAAF, não se pode conclusivamente diagnosticar carcinoma folicular – exige-se análise cirúrgica da cápsula e vasos.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Errada. O tamanho do nódulo (>1 cm) não determina risco absoluto acima de 50%. A indicação de tireoidectomia total e linfadenectomia não é rotineira para CFT, já que a disseminação linfática é rara nesse subtipo.
B) Incorreta. Pior prognóstico não está associado à idade menor que 40 anos, mas sim à idade avançada. Jovens com CFT têm melhor sobrevida. A sobrevida global em menores de 40 anos é superior a 90% em 10 anos.
D) Falsa. A tireotoxicose é rara no CFT (< 1%). Outros tumores ou adenomas tóxicos são mais associados a esse quadro, não o carcinoma folicular.
E) Errada. O CFT dissemina-se geralmente por via hematogênica, enquanto o carcinoma papilífero possui maior comprometimento linfonodal.
Dicas para a prova: Sempre destaque critérios diagnósticos exigidos por histopatologia para neoplasias foliculares da tireoide. Fique atento a alternativas que misturam condutas do carcinoma papilífero ou confundem prognóstico relacionado à idade.
Conclusão: O diagnóstico histopatológico é fundamental para diferenciar o CFT de lesões benignas; este conceito é recorrente em provas e essencial na prática do cirurgião oncológico.
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