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Q1373071 Medicina
O carcinoma folicular da tireoide (CFT) representa o segundo câncer mais comum da glândula. O CTF acomete em geral paciente com mais de 50 anos, mulheres, com relação 3:1. Representa nas grandes séries de pacientes estudados, 10% a 15% dos casos de câncer da glândula tireoide. Uma das opções é correta em relação às características do CFT. Assinale-a.
Alternativas

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Tema central: O carcinoma folicular da tireoide (CFT) é o segundo tipo mais comum de câncer da glândula tireoide, mais frequente em mulheres acima de 50 anos. Entender suas características diagnósticas e diferenças em relação ao carcinoma papilífero é essencial para o médico cancerologista cirúrgico.

Justificativa da alternativa correta (C): O diagnóstico definitivo do CFT depende do exame histopatológico da peça cirúrgica, pois apenas nele se pode avaliar invasão capsular e/ou vascular, critérios que definem malignidade. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Carcinoma Diferenciado da Tireoide: “A PAAF [...] é muito pouco específica nos carcinomas foliculares, [...] não faz diagnóstico diferencial com bócios, adenomas e tireoidites crônicas. Estes resultados são considerados suspeitos para malignidade e o tratamento frequentemente é cirúrgico.” Ou seja, mesmo achados sugestivos na PAAF, não se pode conclusivamente diagnosticar carcinoma folicular – exige-se análise cirúrgica da cápsula e vasos.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Errada. O tamanho do nódulo (>1 cm) não determina risco absoluto acima de 50%. A indicação de tireoidectomia total e linfadenectomia não é rotineira para CFT, já que a disseminação linfática é rara nesse subtipo.

B) Incorreta. Pior prognóstico não está associado à idade menor que 40 anos, mas sim à idade avançada. Jovens com CFT têm melhor sobrevida. A sobrevida global em menores de 40 anos é superior a 90% em 10 anos.

D) Falsa. A tireotoxicose é rara no CFT (< 1%). Outros tumores ou adenomas tóxicos são mais associados a esse quadro, não o carcinoma folicular.

E) Errada. O CFT dissemina-se geralmente por via hematogênica, enquanto o carcinoma papilífero possui maior comprometimento linfonodal.

Dicas para a prova: Sempre destaque critérios diagnósticos exigidos por histopatologia para neoplasias foliculares da tireoide. Fique atento a alternativas que misturam condutas do carcinoma papilífero ou confundem prognóstico relacionado à idade.

Conclusão: O diagnóstico histopatológico é fundamental para diferenciar o CFT de lesões benignas; este conceito é recorrente em provas e essencial na prática do cirurgião oncológico.

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O carcinoma folicular da tireoide (CFT) é um tipo comum de câncer da tireoide que afeta principalmente mulheres com mais de 50 anos. Ele representa cerca de 10% a 15% dos casos de câncer da tireoide. A opção correta é a alternativa C, que afirma que o diagnóstico de CFT não pode ser estabelecido apenas pela punção aspirativa com agulha fina e que é necessário o estudo histopatológico de invasão da cápsula e vasos sanguíneos. Isso porque a punção aspirativa é útil para diagnosticar o câncer papilífero da tireoide, mas não é tão eficaz no diagnóstico do CFT, uma vez que ele pode se parecer com um nódulo benigno na punção. O estudo histopatológico é necessário para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão do tumor.

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