Nas operações oncológicas sobre o reto que resultam em melh...
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Tema central:
O foco desta questão é cirurgia oncológica do reto, especificamente os princípios de ressecção e disseminação tumoral via linfáticos do mesorreto. Esse é um conceito essencial para a prática do cancerologista cirúrgico e influência diretamente o prognóstico do paciente e o risco de recorrência local.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E está correta ao afirmar: “vários estudos demonstram que a disseminação tumoral nos vasos linfáticos do mesorreto ocorre até 2 a 4 cm abaixo da lesão, podendo ser observada de maneira descontínua.” Isso está alinhado ao que preconiza o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Adenocarcinoma de Cólon e Reto, que recomenda a excisão total do mesorreto (TME) justamente para abarcar toda a área de possível disseminação linfática distal ao tumor (fonte: Relatório Preliminar PCDT Adenocarcinoma de Cólon e Reto).
Estudos patológicos (Quirke et al., UpToDate) confirmam esse padrão de disseminação, reforçando que a ressecção oncológica exige margens distais de até 2 cm (para tumores localizados no reto baixo), considerando o padrão descontínuo de infiltração linfática.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta – Tumores aderidos a órgãos vizinhos não devem ser “descolados”; o princípio correto é a ressecção em bloco para evitar disseminação tumoral microscópica.
B) Incorreta – A drenagem em anastomoses retais é avaliada caso a caso; não é absolutamente contraindicada. Em anastomoses baixas, pode ser recomendada para monitorização precoce de complicações.
C) Incorreta – A margem distal mínima atualmente aceita é de 1 a 2 cm para tumores localizados no reto, desde que seja possível TME completa. O mesorreto é removido por dissecção anatômica, não puramente romba.
D) Incorreta – Tumores acessíveis ao toque retal (reto baixo) podem ser tratados com cirurgias conservadoras (ressecção anterior baixa) caso haja margem segura; amputação abdominoperineal é restrita à situações em que a margem ou função esfincteriana estão comprometidas.
Pontos de atenção/pegadinhas:
Cuidado com afirmações absolutas e antigas: a conduta em cirurgia do reto evoluiu nas últimas décadas, especialmente no uso de margens menores e técnicas de preservação do esfíncter.
Mensagem final:
Domine os conceitos-chave de disseminação linfática, margens oncológicas e o valor da TME. Interprete os comandos da questão buscando evidência em protocolos atuais e sempre desconfie de termos generalistas em alternativas.
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