Um paciente hipertenso, controlado por medicação, comparece...
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A. ❌ Incorreta. Não é obrigatório utilizar anestésico sem vasoconstritor em pacientes hipertensos controlados. Pelo contrário, a ausência de vasoconstritor pode resultar em anestesia menos eficaz, maior dor e maior liberação endógena de catecolaminas, aumentando ainda mais a pressão arterial.
B. ❌ Incorreta. A epinefrina 1:100.000 não é contraindicada para hipertensos controlados. O que deve ser respeitado é a dose máxima de epinefrina, e não a concentração isoladamente. A concentração 1:100.000 é amplamente aceita quando utilizada dentro dos limites recomendados.
C. ✅ Correta. Em pacientes hipertensos controlados (ASA II), o uso de anestésicos contendo epinefrina é considerado seguro quando:
a aspiração é realizada para evitar injeção intravascular;
a injeção é lenta;
respeita-se o limite máximo de 0,04 mg de epinefrina por sessão (40 µg).
Com tubetes de 1,8 mL de epinefrina 1:100.000, esse limite corresponde a aproximadamente 2 tubetes.
D. ❌ Incorreta. A afirmativa é o oposto do que ensina Malamed. O estresse e a dor liberam grandes quantidades de catecolaminas endógenas, que podem provocar alterações hemodinâmicas maiores do que pequenas doses de epinefrina administradas corretamente.
Malamed ensina:
- Paciente saudável: até 0,2 mg de epinefrina por sessão.
- Pacientes com doença cardiovascular clinicamente significativa (incluindo hipertensos controlados, por prudência): máximo de 0,04 mg de epinefrina por sessão.
Decore esta regra:
Paciente saudável → 0,2 mg de epinefrina.
Paciente cardiopata/hipertenso controlado → 0,04 mg de epinefrina ( 2 tubetes de lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000).
Essa é exatamente a recomendação encontrada em Malamed, na American Heart Association (AHA) e na American Dental Association (ADA) para pacientes cardiovasculares estáveis.
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