Considerando a avaliação e o tratamento dos pacientes com ar...
A administração de Lidocaína é mais apropriada no tratamento de Taquicardia Ventricular instável se há suspeita de isquemia ou infarto miocárdico.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda arritmia ventricular grave em pacientes críticos, com foco na escolha do antiarrítmico apropriado para taquicardia ventricular (TV) instável especialmente quando há suspeita de isquemia ou infarto.
Justificando a alternativa correta: Lidocaína é um antiarrítmico classe IB, agindo bloqueando canais rápidos de sódio, reduzindo a excitabilidade e a condução nos ventrículos. Em contextos de isquemia ou infarto do miocárdio, o tecido cardíaco sofre alterações que favorecem arritmias, tornando a lidocaína especialmente eficaz e segura nesse subgrupo. Por isso, sua indicação clássica é em arritmias ventriculares associadas à isquemia aguda, conforme destacado na IV Diretriz da SBC sobre Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio na Tabela 37: “TVMS deve ser tratada com cardioversão elétrica e pode ter uso de drogas antiarrítmicas como lidocaína em situações de instabilidade e suspeita de isquemia.”
Análise das alternativas:
C (Certo): Correta, a indicação apoia-se em evidência científica e diretriz nacional. A lidocaína não é de primeira escolha para todas as TVs, mas ganha relevância na presença de infarto/isquemia, devido à sua maior eficácia nesse cenário específico e menor toxicidade comparada a outros antiarrítmicos, principalmente em casos refratários à cardioversão elétrica.
E (Errado): Inadequada. O erro aqui seria generalizar outras drogas – por exemplo, a amiodarona é o antiarrítmico de primeira linha em muitos contextos, mas não supera a lidocaína no contexto de isquemia aguda e pode ter mais efeitos adversos, como hipotensão. Ressalte: amiodarona é ótima, mas sua indicação não exclui, nem substitui a lidocaína em infarto agudo.
Dicas estratégicas: Atenção a termos como isquemia ou infarto no enunciado: isso orienta fortemente para lidocaína. Pegadinhas comuns incluem afirmar que lidocaína “não deve ser usada” em TV instável – o que está errado em casos de infarto. Sempre revise as terapias farmacológicas na abordagem das TV em diferentes cenários clínicos e fique atento aos protocolos atualizados, que podem preferir amiodarona na TV estável e cardioversão elétrica na instável, mas não descartam lidocaína em isquemia.
Fundamente-se: Segundo a própria Diretriz da SBC, e em consonância com manuais clássicos como Braunwald e Harrison, a lidocaína mantém seu valor em TVs agudas associadas ao infarto.
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