Assinale a alternativa que apresenta o fator de bom prognós...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q4238371 Medicina
Texto para a questão

Homem, 65 anos de idade, em seguimento por mielofibrose primária há cinco anos. Queixa-se de astenia, empachamento pós-prandial e dor abdominal. Ao exame clínico, apresentou baço a 5 cm de BCE. Hemograma com Hb de 8 g/dL, leucócitos de 12.000/mm3, com desvio a esquerda, sem mieloblastos, plaquetas de 450 mil/mm3. Avaliação molecular com mutação CALR tipo 1. Cariótipo normal. Avaliação medular com atipia megacariocítica e MF2. O paciente fez uso de eritropoetina por três meses, sem melhora.
Assinale a alternativa que apresenta o fator de bom prognóstico mais relevante no caso. 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na mielofibrose primária, a mutação CALR tipo 1 é o achado com maior valor prognóstico favorável entre os dados do caso, por estar classicamente associada a melhor sobrevida global e menor risco trombótico; por isso, ela supera a idade de 65 anos, a fibrose medular MF2 e a contagem plaquetária preservada como fator de bom prognóstico.

Tema central: Prognóstico na mielofibrose primária
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Idade de 65 anos não é fator favorável na estratificação prognóstica clássica da mielofibrose primária; ao contrário, idade acima de 65 anos entra como variável adversa. O erro aqui é tratar esse dado etário como se ajudasse o prognóstico, quando ele pesa contra.
B
Errada
Incorreta. MF2 confirma fibrose medular significativa compatível com a doença, mas não constitui o principal fator de bom prognóstico entre as opções. O grau histológico de fibrose, isoladamente, não tem maior peso favorável do que o perfil molecular CALR tipo 1 neste contexto.
C
Errada
Incorreta. Plaquetas de 450.000/mm3 mostram ausência de trombocitopenia, o que evita um marcador desfavorável, mas isso não transforma a contagem plaquetária no fator favorável mais relevante. Na mielofibrose primária, o impacto prognóstico positivo do perfil molecular CALR tipo 1 é superior ao de uma contagem plaquetária preservada ou elevada.
D
Certa
A alternativa D está correta porque, na mielofibrose primária, a mutação CALR tipo 1 é um marcador molecular de prognóstico favorável. Entre os elementos listados, é o achado com maior peso positivo, associado a melhor sobrevida global e menor risco trombótico em comparação com outros perfis moleculares. Portanto, no confronto entre idade, grau de fibrose, plaquetas e perfil molecular, o dado decisivo de bom prognóstico é CALR tipo 1.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre ausência de fator ruim e presença do principal fator bom: plaquetas preservadas e MF2 podem parecer tranquilizadores, mas o dado realmente mais forte de bom prognóstico é a mutação CALR tipo 1; além disso, idade de 65 anos não ajuda, porque esse corte é adverso nos escores clássicos.
Dica para questões semelhantes
  • Em mielofibrose primária, priorize o perfil molecular quando a questão perguntar pelo fator prognóstico mais relevante.
  • Não confunda ausência de trombocitopenia com principal marcador de bom prognóstico; isso tem peso menor que CALR tipo 1.
  • Lembre que idade acima de 65 anos é variável adversa, não favorável, na estratificação clássica.
  • Não trate o grau de fibrose medular isoladamente como o melhor definidor prognóstico quando houver marcador molecular mais forte no enunciado.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo