Paciente com critérios diagnósticos de febre reumática evolu...
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Tema central da questão: Insuficiência cardíaca por cardite reumática aguda grave
A febre reumática é uma doença inflamatória decorrente de reação autoimune, habitualmente após faringite por Streptococcus pyogenes, podendo afetar articulações, pele, SNC e, sobretudo, o coração. A cardite reumática traduz inflamação grave de elementos cardíacos, levando a disfunções valvares e risco de insuficiência cardíaca congestiva.
Justificativa da alternativa correta (C - esteroide):
Em casos de cardite reumática aguda moderada ou grave, o uso de corticosteroides é a conduta recomendada pelas principais diretrizes. Essa abordagem visa controlar rapidamente o processo inflamatório ativa e limitar os danos cardíacos. Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Diagnóstico, Tratamento e Prevenção da Febre Reumática:
“Indica-se o uso de corticoides nos casos de cardite moderada e grave (I-B). O esquema preconizado é com prednisona, 1 a 2 mg/Kg/dia, via oral, sendo a dose máxima de 80 mg/dia.”
A eficácia do corticoide reside na potente ação anti-inflamatória, reduzindo o edema e a lesão inflamatória miocárdica e valvar.
Análise das alternativas incorretas:
A) Ciclosporina: Imunossupressor cuja indicação não está respaldada em inflamações agudas reumáticas do coração. Não há evidência ou recomendação em diretrizes cardiológicas.
B) Indometacina: Anti-inflamatório não esteroidal, útil em artrite, não para cardite grave, já que sua eficácia em complicações cardíacas é inferior à dos corticoides.
D) Anticoagulante: Não é indicado de rotina em cardite reumática, salvo situações específicas como fibrilação atrial ou trombos intracardíacos.
E) Colchicina: Utilizada no tratamento de pericardite, mas não tem papel na cardite reumática aguda.
Destaques de leitura e interpretação:
Observe palavras como “cardite reumática aguda grave” e “regurgitação mitral muito sintomática”. Esses termos conduzem ao raciocínio de gravidade, direcionando para tratamentos potentes (como os corticosteróides), muito além de anti-inflamatórios convencionais.
Estratégia de prova: Sempre associe cardite grave a corticoides, conforme preconizam as normativas do Ministério da Saúde e diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Resumo da conduta: Na cardite reumática aguda e grave, os esteroides são fundamentais no controle da inflamação e prevenção de sequelas cardíacas. Escolha sempre a alternativa que se alinhe às diretrizes clínicas oficiais.
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Comentários
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Apesar de não haver evidência de melhora da lesão valvar que justifique o uso de corticoide na cardite com perspectiva de melhora do prognóstico da lesão cardíaca, seu uso na cardite moderada e grave, assim como naqueles que cursam com pericardite, tem por objetivo a redução do tempo de evolução do quadro de cardite, bem como uma melhora do processo inflamatório. Dessa forma, indica-se o tratamento da cardite com corticoide nos casos de cardite moderada e grave. (I-B)
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