Prédios novos terão que cumprir normas para reduzir
sua sensação térmica
Uma resolução publicada pelo governo federal
estabelece critérios de construção para que residências,
prédios comerciais e públicos tenham mais conforto
térmico em meio às mudanças climáticas em curso. A
medida também possibilitará a redução do custo de
energia elétrica. Atualmente, o setor da construção civil já
dispõe de um instrumento de “etiquetagem” voluntária de
eficiência energética, assim como os eletrodomésticos.
Com a resolução publicada, esse processo se tornará
obrigatório para novas construções.
Essa etiquetagem vai variar de A a C, sendo A o nível
mais eficiente do ponto de vista energético e o C, o menos
eficiente. A norma determina que o nível C será obrigatório
para os prédios residenciais e comerciais do setor privado
a partir de 2030. Já para o setor público, os novos edifícios
terão que atender aos critérios do nível A, a partir de 2027.
Segundo o governo federal, ao atender os requisitos do
nível “C”, as novas construções proporcionarão mais
conforto térmico aos moradores e iluminação natural por
mais tempo, o que vai reduzir a necessidade de ar
condicionado para resfriar o ambiente e de iluminação
artificial. Essas medidas podem ajudar a reduzir o custo da
conta de luz.
Com a resolução, o Ministério de Minas e Energia
estima que cerca de 17 milhões de MWh sejam
economizados até 2040. Isso daria para suprir o consumo
de uma cidade de 1 milhão de habitantes durante 7 anos.
Em valores, estima-se uma economia com energia elétrica
de até R$ 2,7 bilhões.
No contexto do texto, a expressão “mudanças
climáticas em curso”, no primeiro parágrafo,
desempenha função argumentativa relevante. Seu
emprego contribui para: