Considerando a avaliação e o tratamento dos pacientes com ar...
A ausência de evidência de dissociação átrio-ventricular exclui o diagnóstico de Taquicardia Ventricular.
Gabarito comentado
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Tema central: Diagnóstico de Taquicardia Ventricular (TV) e o papel da dissociação átrio-ventricular (AV)
Em Medicina Intensiva, o reconhecimento das arritmias ventriculares, especialmente da taquicardia ventricular, é fundamental para garantir uma intervenção rápida e segura, reduzindo morbimortalidade em pacientes críticos. Um dos critérios clássicos avaliados no ECG para distinguir TV de taquicardias supraventriculares com aberrância é a dissociação AV.
Explicação do conceito:
A dissociação átrio-ventricular ocorre quando átrios e ventrículos batem independentemente. No ECG, observa-se a ausência de relação fixa entre ondas P (atividade atrial) e complexos QRS (atividade ventricular). Isso sugere que os ventrículos seguem um foco próprio – ou seja, uma arritmia ventricular.
Justificativa da alternativa correta:
A proposição está ERRADA pois a ausência de dissociação AV não exclui o diagnóstico de TV. Segundo a literatura e diretrizes reconhecidas (por exemplo, UpToDate e Sociedade Brasileira de Cardiologia), nem toda TV apresenta dissociação AV visível no ECG, especialmente quando ocorre condução retrógrada atrial (ritmos 1:1), ou o ritmo atrial se sobrepõe ao ritmo ventricular. Assim, embora a presença de dissociação AV seja um achado valioso, sua ausência não descarta TV.
Análise crítica das alternativas:
- Certo: Incorreta, pois exclui o diagnóstico baseando-se unicamente numa ausência, ignorando outras manifestações de TV.
- Errado: Correta, pois o raciocínio clínico adequado leva em conta todos os critérios e sabe que a ausência desse sinal não elimina a possibilidade diagnóstica.
Estratégia de prova: O candidato deve evitar generalizações absolutas como “sempre”, “nunca” ou “exclui”, especialmente quando se trata de critérios diagnósticos que podem ser ausentes em parte dos casos.
Trecho de referência:
Segundo o Manual de Eletrocardiografia da SBC, “A ausência de dissociação átrio-ventricular não exclui o diagnóstico de taquicardia ventricular. Critérios morfológicos e clínicos devem ser avaliados em conjunto para o diagnóstico.”
Resumo: Nem toda TV apresenta dissociação AV; por isso, usar esse critério isoladamente pode resultar em erro diagnóstico.
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