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Q3701362 Português
De acordo com a norma culta da língua, está indevido o emprego de eu/mim:
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Tema cobrado: Pronomes pessoais (caso reto x caso oblíquo) e regência com preposição.

O que fazer para acertar esse tipo de questão:

  • Localize a preposição (ex.: entre, para, de, sem, por...).
  • Depois de preposição, use pronome do caso oblíquo: mim, ti, si (ou comigo, contigo após “com”).
  • Se a preposição vier antes de verbo no infinitivo e o pronome for sujeito desse infinitivo, use caso reto: eu, tu. Ex.: Para eu estudar...

Regra normativa aplicada: “Pronomes pessoais do caso oblíquo tônico (mim, ti, si) são exigidos após preposição; o pronome do caso reto (eu, tu) só aparece se exerce função de sujeito de infinitivo.” (Cf. Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo).

Gabarito: A

Por que a alternativa A está correta como “emprego indevido”:preposição “entre” antes do pronome; portanto, o correto é o oblíquo mim, não eu. Forma recomendada: entre mim e você. Em norma culta, após “entre” usam-se mim/ti/ele..., nunca eu/tu.

Análise das demais alternativas (por que não indicam emprego indevido):

  • B) A sequência para mim está correta: há preposição (“para”) e o pronome não é sujeito de infinitivo; equivale a “na minha opinião/para minha pessoa”. Observação de estilo: seria preferível para a conquista, mas isso não afeta o ponto cobrado (eu/mim).
  • C) Em para eu dormir, o pronome eu é sujeito do infinitivo “dormir”; por isso, usa-se caso reto. A forma com mim aqui seria inadequada, pois mim não exerce função de sujeito.
  • D) A construção para mim está correta: preposição “para” + pronome oblíquo mim, indicando destinatário/beneficiário (“nada destinado a mim”).

Pegadinhas frequentes e como evitar:

  • Depois de “entre”, use sempre mim/ti: entre mim e você.
  • Com infinitivo: se o pronome for sujeito do verbo no infinitivo, use eu/tu: para eu fazer, sem eu perceber.
  • Opinião: em expressões como “para mim”, “por mim”, use mim por vir após preposição e não ser sujeito: Para mim, está ótimo.

Referências normativas: Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa; Cunha, Celso & Cintra, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. (Ambas assentam o uso de mim após preposição e de eu como sujeito de infinitivo.)

Conclusão: Apenas a alternativa A apresenta uso indevido de eu/mim; as demais seguem a norma culta.

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