A Síndrome de Dravet deve ser sempre considerada no diagnós...
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Comentário – Síndrome de Dravet no diagnóstico diferencial de crises epilépticas infantis
Tema central: A questão aborda o reconhecimento da Síndrome de Dravet, uma encefalopatia epiléptica grave da infância, dentro do diagnóstico diferencial das crises epilépticas, especialmente quando associadas a febre.
Análise da alternativa correta — A: Crises epilépticas febris prolongadas, focais, que ocorrem em clusters caracterizam o início típico da Síndrome de Dravet. Essas crises geralmente desde o 1º ano de vida são desencadeadas por febre, possuem duração superior a 15 minutos, muitas vezes são focais (comprometendo apenas parte do corpo) e tendem a ocorrer em agrupamentos (clusters). Um ponto fundamental é que, segundo diretrizes e consensos como o do Ministério da Saúde e revisões no UpToDate, “crises febris simples duram menos de 15 minutos, são generalizadas e não deixam sequelas”. Portanto, crises prolongadas, complexas e focais sugerem diagnóstico alternativo — sendo a Síndrome de Dravet fundamental nesse contexto diferencial. Estudos mostram mutação no gene SCN1A em 70-85% dos casos, levando à grave hiperexcitabilidade neuronal.
Análise das alternativas incorretas:
B) não febris: Incorreto. Inicialmente, as crises da Síndrome de Dravet são quase sempre febris; crises não febris surgem em fases posteriores.
C) disperceptivas: Incorreto. Refere-se a crises de ausência ou com alteração de consciência, que não predominam no quadro inicial de Dravet.
D) tônico-clônicas: Parcialmente correto, pois podem ocorrer, mas a descrição clássica e diagnóstica são as crises febris prolongadas e focais em clusters.
E) do tipo ausência: Incorreto. Crises de ausência simples não são apresentação principal da doença.
Dica de prova: Fique atento à descrição do tipo de crise e contexto febril prolongado. Questões frequentemente exigem diferenciação entre convulsão febril simples (breve, generalizada) e as crises da Síndrome de Dravet (prolongada, focal, agrupada).
Referência: Segundo os “Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde”, crises febris devem ser sempre breves e generalizadas. Quando há crises prolongadas, focais ou recorrentes, considerar ensefalopatias epilépticas graves, como Síndrome de Dravet.
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