Na elaboração das demonstrações de uma entidade do setor pú...
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A definição de materialidade na contabilidade pública (e também na contabilidade financeira em geral — IPSAS/MCASP/Estrutura Conceitual) é sempre ligada ao impacto da informação nas decisões dos usuários, e não ao tamanho absoluto do valor, nem à origem do erro, nem ao fato de estar ligado à atividade principal.
Assim, uma distorção é considerada material quando: pode influenciar as decisões econômicas, sociais ou de prestação de contas tomadas pelos usuários com base nas demonstrações.
Por que as demais estão erradas?
- A – “envolve grandes somas monetárias” ❌ Errado. Materialidade não depende apenas do valor absoluto. Um valor pequeno pode ser material se alterar a interpretação das demonstrações.
- B – “foi causada por excesso de prudência” ❌ Errado. Isso se refere a vieses/neutralidade, não à materialidade.
- C – “foi descoberta pela auditoria independente” ❌ Errado. A descoberta não define materialidade; o impacto na decisão do usuário é que define.
- D – “diz respeito à atividade principal da entidade” ❌ Errado. Relevância temática pode influenciar, mas não define materialidade por si só.
Gabarito do professor: letra E.
Segundo o MCASP:
Omissões ou distorções materiais
Uma omissão ou distorção é considerada material quando, individual ou coletivamente, puder influenciar as decisões econômicas que os usuários das demonstrações contábeis tomam com base nessas demonstrações. A materialidade depende da dimensão e da natureza da omissão ou da distorção e deve ser avaliada à luz das circunstâncias a que está sujeita.
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