A escolha da estratégia terapêutica na DAOP depende de estr...

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Q3912734 Medicina

A escolha da estratégia terapêutica na DAOP depende de estratificação clínica, distribuição anatômica da lesão e expectativa funcional. Técnicas endovasculares e cirúrgicas coexistem e não devem ser vistas como mutuamente excludentes, mas integradas a partir de lógica de sucesso técnico e durabilidade. Sobre esse tema, analise as afirmativas a seguir.


I.A angioplastia endovascular apresenta maior taxa de reintervenção tardia do que o bypass com veia safena para doença femoropoplítea extensa, mas ainda assim muitas vezes é preferida como primeira linha, especialmente em pacientes fragilizados ou com risco cirúrgico alto.


II.No tratamento de DAOP, o papel do controle agressivo de fatores de risco é secundário após a revascularização; a terapia antitrombótica e o controle lipidêmico têm menos impacto na evolução do enxerto do que a escolha técnica (stent vs. bypass).


III.Para doença aortoilíaca complexa (TASC II D), o padrão ouro histórico sempre foi open bypass, mas nos últimos anos há dados e diretrizes que sustentam a viabilidade da estratégia endovascular como primeira abordagem em centros experientes.


Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.


Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão se decide pela integração entre anatomia da lesão, risco cirúrgico e tratamento clínico otimizado: em DAOP, lesões femoropoplíteas extensas tendem a ter maior durabilidade com bypass venoso, enquanto a via endovascular pode ser preferida em pacientes de alto risco; além disso, o controle intensivo de fatores de risco e a terapia antitrombótica permanecem mandatórios, e a doença aortoilíaca TASC II D já admite abordagem endovascular em centros experientes.

Tema central: Estratégia terapêutica na DAOP
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque inclui a assertiva II. Na DAOP, o tratamento clínico otimizado não é secundário após revascularização: cessação do tabagismo, estatina quando indicada, controle pressórico, controle glicêmico e terapia antitrombótica são componentes centrais do manejo e influenciam desfechos cardiovasculares, desfechos de membro e patência. Portanto, a técnica de revascularização não substitui nem rebaixa a importância desse tratamento.
B
Errada
Incorreta porque considera apenas a assertiva I e exclui a III, que também é verdadeira. O erro médico aqui é manter leitura histórica rígida da doença aortoilíaca TASC II D como indicação exclusivamente aberta. A base afirma que, na prática contemporânea e em diretrizes atuais, a abordagem endovascular passou a ser aceitável como primeira estratégia em centros experientes e casos selecionados.
C
Errada
Incorreta porque se apoia apenas na assertiva II, que é falsa. O enunciado tenta deslocar o peso terapêutico para a escolha técnica entre stent e bypass, mas isso contraria o manejo da DAOP: terapia antitrombótica, controle lipídico e modificação intensiva de fatores de risco fazem parte do tratamento central e têm impacto real na evolução da doença e após a revascularização.
D
Certa
A alternativa D está correta porque reúne as duas proposições compatíveis com a prática vascular contemporânea. A I está certa: em doença femoropoplítea extensa, o bypass com veia safena autóloga tende a oferecer melhor durabilidade e menor necessidade de reintervenção do que a angioplastia endovascular, mas a menor invasividade da via endovascular faz com que ela seja muitas vezes a primeira escolha em pacientes fragilizados ou com alto risco cirúrgico. A III também está certa: embora a cirurgia aberta tenha sido o padrão histórico para lesões aortoilíacas TASC II D, a evolução técnica e a experiência acumulada sustentam a viabilidade de abordagem endovascular como primeira estratégia em centros experientes e em pacientes selecionados. A II é a única incorreta, e por isso a combinação correta é I e III.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que a maior durabilidade do bypass torna o endovascular inadequado como primeira escolha em pacientes frágeis, e supor que após revascularização o tratamento clínico passa a ter papel secundário. Também testa quem ficou preso à leitura histórica do TASC II D como obrigatoriamente cirúrgico.
Dica para questões semelhantes
  • Em DAOP, nunca separe escolha técnica de tratamento clínico otimizado: revascularização e controle agressivo de fatores de risco são partes do mesmo manejo.
  • Em lesão femoropoplítea extensa, pense em melhor durabilidade do bypass venoso, mas lembre que menor invasividade pode favorecer a via endovascular em alto risco cirúrgico.
  • Em doença aortoilíaca complexa, diferencie padrão histórico de prática contemporânea: cirurgia aberta não é mais a única leitura possível para TASC II D em centros experientes.

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