Doenças arteriais maiores como aterosclerose, aneurismas e ...

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Q3912730 Medicina

Doenças arteriais maiores como aterosclerose, aneurismas e dissecção têm fisiopatologias distintas, mas compartilham mecanismos de dano ao componente parietal arterial, repercussão hemodinâmica sistêmica e importância crítica do manejo de fatores de risco cardiovasculares. Considerando esse assunto, analise as afirmativas a seguir.


I.Em dissecção aguda de aorta do tipo B não complicada, o controle anti-impulso (anti-impulse therapy) é o tratamento inicial padronizado, e terapia endovascular (TEVAR) é reservada para complicações ou falha do tratamento clínico, embora o uso precoce em fase subaguda seja cada vez mais discutido.


II.No aneurisma de aorta abdominal infrarrenal, a infra-estimação do risco de expansão ocorre especialmente em diâmetros intermediários (4,5−5,4 cm) e o controle intensivo de LDL e cessação de tabagismo são intervenções não-procedurais capazes de reduzir a taxa de crescimento aneurismático.


III.A aterosclerose é um processo inflamatório crônico de íntima arterial e o LDL é o determinante causal obrigatório, sendo que terapias que reduzem o colesterol LDL abaixo de metas rígidas reduzem eventos cardiovasculares maiores independentemente da estratégia procedimental utilizada (endovascular ou cirúrgica).


Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.


Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A alternativa B é a correta porque a base médica aceita as três assertivas: na dissecção aguda de aorta tipo B não complicada, o manejo inicial é clínico com controle anti-impulso, reservando TEVAR para complicações ou casos selecionados; no AAA infrarrenal, o enunciado é compatível com a importância do manejo não procedimental e da modificação de fatores de risco; e, na aterosclerose, o LDL é causal e sua redução intensiva diminui eventos cardiovasculares maiores.

Tema central: Doença arterial maior
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque exclui a afirmativa II. Pela base adotada na questão, II deve ser aceita como correta: no AAA infrarrenal, diâmetros intermediários têm relevância na estratificação de risco e o manejo não procedimental inclui modificação intensiva de fatores de risco, com sustentação forte para cessação do tabagismo e aceitação do controle de LDL dentro dessa estratégia vascular. O erro da alternativa é negar validade a uma proposição que o gabarito oficial incorpora.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne três proposições aceitas pela base fornecida. A afirmativa I está alinhada à diretriz 2022 ACC/AHA para dissecção aguda de aorta tipo B não complicada: o manejo inicial padrão é clínico, com redução de frequência cardíaca e pressão arterial para diminuir o estresse parietal, e o TEVAR fica indicado nas complicações, podendo ser discutido em contextos selecionados. A afirmativa II é aceita no contexto do manejo contemporâneo do aneurisma de aorta abdominal infrarrenal ao enfatizar a relevância clínica dos diâmetros intermediários e a modificação intensiva de risco, sobretudo cessação do tabagismo e controle lipídico; a base ressalta que a sustentação mais forte é para o benefício cardiovascular global, embora o efeito direto sobre a taxa de crescimento aneurismático seja menos robusto. A afirmativa III está correta porque a aterosclerose decorre da retenção de lipoproteínas apoB/LDL na íntima com inflamação crônica subsequente, e a redução intensiva do LDL reduz eventos cardiovasculares maiores como prevenção sistêmica, inclusive independentemente de o tratamento local ter sido cirúrgico ou endovascular.
C
Errada
Está errada porque exclui a afirmativa III. Isso contraria o fundamento fisiopatológico consolidado descrito na base: o LDL tem papel causal na aterosclerose e sua redução intensiva diminui eventos cardiovasculares maiores. Além disso, o benefício é sistêmico e não depende do tipo de procedimento vascular realizado, portanto não há motivo médico para retirar III do conjunto correto.
D
Errada
Está errada porque mantém apenas a afirmativa II e descarta I e III, ambas sustentadas de forma sólida pela base. A I é decidida por diretriz: dissecção aguda de aorta tipo B não complicada recebe tratamento inicial clínico com controle anti-impulso, ficando o TEVAR para complicações ou casos selecionados. A III é sustentada pela causalidade do LDL na aterosclerose e pela redução de eventos com terapia hipolipemiante intensiva. Portanto, a alternativa falha ao negar duas proposições com respaldo técnico claro.
Pegadinha da questão
A banca mistura uma afirmativa inequívoca de diretriz sobre dissecção tipo B não complicada com duas afirmações de prevenção vascular, especialmente a II, cuja leitura pode induzir o candidato a rejeitá-la por exigir distinção entre benefício cardiovascular global e efeito direto sobre velocidade de crescimento aneurismático; pela base e pelo gabarito oficial, ela deve ser aceita.
Dica para questões semelhantes
  • Em dissecção aguda de aorta tipo B, primeiro classifique como complicada ou não complicada; sem ruptura, malperfusão, dor refratária, progressão ou hipertensão intratável, o início é clínico com terapia anti-impulso.
  • No AAA, não limite o raciocínio ao diâmetro de reparo: a prova pode cobrar manejo não procedimental, especialmente cessação do tabagismo e prevenção cardiovascular intensiva.
  • Quando a questão falar em aterosclerose e LDL, pense em causalidade biológica e em redução de risco sistêmico; procedimento local não substitui controle lipídico intensivo.

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