Doenças arteriais maiores como aterosclerose, aneurismas e ...
Doenças arteriais maiores como aterosclerose, aneurismas e dissecção têm fisiopatologias distintas, mas compartilham mecanismos de dano ao componente parietal arterial, repercussão hemodinâmica sistêmica e importância crítica do manejo de fatores de risco cardiovasculares. Considerando esse assunto, analise as afirmativas a seguir.
I.Em dissecção aguda de aorta do tipo B não complicada, o controle anti-impulso (anti-impulse therapy) é o tratamento inicial padronizado, e terapia endovascular (TEVAR) é reservada para complicações ou falha do tratamento clínico, embora o uso precoce em fase subaguda seja cada vez mais discutido.
II.No aneurisma de aorta abdominal infrarrenal, a infra-estimação do risco de expansão ocorre especialmente em diâmetros intermediários (4,5−5,4 cm) e o controle intensivo de LDL e cessação de tabagismo são intervenções não-procedurais capazes de reduzir a taxa de crescimento aneurismático.
III.A aterosclerose é um processo inflamatório crônico de íntima arterial e o LDL é o determinante causal obrigatório, sendo que terapias que reduzem o colesterol LDL abaixo de metas rígidas reduzem eventos cardiovasculares maiores independentemente da estratégia procedimental utilizada (endovascular ou cirúrgica).
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: A alternativa B é a correta porque a base médica aceita as três assertivas: na dissecção aguda de aorta tipo B não complicada, o manejo inicial é clínico com controle anti-impulso, reservando TEVAR para complicações ou casos selecionados; no AAA infrarrenal, o enunciado é compatível com a importância do manejo não procedimental e da modificação de fatores de risco; e, na aterosclerose, o LDL é causal e sua redução intensiva diminui eventos cardiovasculares maiores.
- Em dissecção aguda de aorta tipo B, primeiro classifique como complicada ou não complicada; sem ruptura, malperfusão, dor refratária, progressão ou hipertensão intratável, o início é clínico com terapia anti-impulso.
- No AAA, não limite o raciocínio ao diâmetro de reparo: a prova pode cobrar manejo não procedimental, especialmente cessação do tabagismo e prevenção cardiovascular intensiva.
- Quando a questão falar em aterosclerose e LDL, pense em causalidade biológica e em redução de risco sistêmico; procedimento local não substitui controle lipídico intensivo.
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