O moko ou murcha bacteriana (Ralstonia solanacearum raça 2) ...

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Q2509999 Engenharia Agronômica (Agronomia)
O moko ou murcha bacteriana (Ralstonia solanacearum raça 2) apresenta-se como uma das mais destrutivas doenças da bananeira. Os sintomas são observados em plantas adultas na forma de amarelecimento, murcha e quebra do pecíolo das folhas.
Em relação a essa doença, assinale a opção correta.
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Alternativa correta: D - Nas áreas onde a bacteriose ocorre, a base principal do controle da doença é a detecção precoce e a erradicação das plantas infectadas.

1. Tema central da questão:
A questão aborda o controle do moko da bananeira, doença causada pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2, que provoca grandes prejuízos. O estudante deve conhecer os métodos de prevenção e controle recomendados para doenças bacterianas em plantas, especialmente em culturas de interesse econômico.

2. Resumo teórico:
O moko é uma bacteriose devastadora na cultura da banana. Seus sintomas incluem murcha, amarelecimento e quebra do pecíolo das folhas. O controle é principalmente preventivo, pois após o estabelecimento da doença, a erradicação das plantas infectadas é essencial para evitar a disseminação, visto que não existem tratamentos efetivos após a infecção. A detecção precoce e o arrancamento e destruição das plantas doentes são estratégias recomendadas por órgãos oficiais como o MAPA.

3. Justificativa da alternativa correta (D):
A detecção e erradicação das plantas doentes limitam o progresso da doença, pois impedem que a bactéria se espalhe. Este é o método amplamente adotado no Brasil e em outros países tropicais, sendo inclusive orientado em manuais técnicos.

4. Análise das alternativas incorretas:

  • A: Incorreta. O moko já está presente no Brasil em algumas regiões, não sendo considerada Praga Quarentenária Ausente (PQA), mas sim Presente.
  • B: Errada. A principal forma de disseminação é por ferramentas, mudas contaminadas e contato homem-planta, não por vento e chuva.
  • C: Incorreta. Apesar do patógeno estar presente, não se limita só ao sul e sudeste; e a Praga Quarentenária Presente exige medidas oficiais de controle.
  • E: Errada. O uso de variedades resistentes é importante, mas após a introdução a prioridade é erradicar as plantas contaminadas para evitar o avanço da doença.

5. Estratégias para interpretação:
Fique atento a termos como “principal forma”, “base do controle” e “após a introdução”, pois direcionam para o método prioritário e imediato, não para medidas complementares.

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O sucesso no manejo da praga passa pela detecção precoce e rápida erradicação das plantas contaminadas e das outras em um raio de 5 metros

O Moko é uma praga quarentenária presente e pode ser encontrado em estados do Norte e Nordeste

a) O Moko da Bananeira é uma praga quarentenária presente causada pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2, de alta importância econômica, devastadora nos plantios do gênero Musa spp. e Heliconia spp.

b) A bactéria é facilmente disseminada, principalmente, através de mudas infectadas e ferramentas contaminadas utilizadas nos tratos culturais. Pode haver transmissão entre as raízes de plantas doentes e sadias. Os insetos visitadores de inflorescência (abelhas, vespas, mosca-das-frutas, etc.) também podem transmitir a bactéria no pomar. Uma importante fonte de inóculo de disseminação através de insetos no pomar são as exsudações provocadas pelo corte de brotações novas, pseudocaule e coração de plantas infectadas.

c) Esta praga quarentenária presente está sob controle oficial e se encontra disseminada nos estados do Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, e em focos isolados em Alagoas e Sergipe.

d) CORRETA - Nas áreas onde a bacteriose ocorre, a base principal do controle da doença é a detecção precoce e a erradicação das plantas infectadas. Pois para esta doença não há cura, a doença tem disseminação rápida, as plantas doentes funcionam como foco de inóculo e o controle oficial no Brasil é baseado em: vistorias, diagnóstico precoce arranquio e destruição de plantas infectadas, eliminação de plantas vizinhas e quando indicado restrição de trânsito de material propagativo.

e) não existem variedades comerciais amplamente resistentes utilizadas no Brasil, o controle não é baseado prioritariamente em resistência genética, o manejo reconhecido é: erradicação de plantas doentes, eliminação de focos, uso de mudas sadias, higienização de ferramentas, controle de trânsito, controle de insetos visitadores, barreiras quarentenárias.

FONTE: BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Moko da bananeira. Disponível em: . Acesso em: 7 jan. 2026.

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