O Sr. J.T.R. 59 anos, acompanhado há três anos por uma ...

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Q3995019 Medicina
    O Sr. J.T.R. 59 anos, acompanhado há três anos por uma equipe de Saúde da Família, apresenta diagnóstico prévio de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2. Em consulta programada, encontra-se assintomático, com pressão arterial média registrada em consultas sucessivas de 149/93 mmHg, glicemia de jejum persistentemente acima da meta estabelecida em seu plano terapêutico e adesão irregular às mudanças de estilo de vida pactuadas anteriormente. O prontuário mostra seguimento longitudinal pela mesma equipe, com revisão periódica de metas, ajuste terapêutico escalonado e monitoramento contínuo de fatores de risco cardiovascular, conforme protocolos vigentes do Ministério da Saúde. Diante desse cenário, a equipe decide intensificar o tratamento farmacológico e reforçar o acompanhamento regular, mantendo o usuário sob seguimento na Atenção Primária. Segundo os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde para hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2, a conduta descrita está fundamentada no princípio normativo de:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Os PCDT do Ministério da Saúde para HAS e DM2 determinam acompanhamento longitudinal na APS, monitoramento de metas terapêuticas e intensificação progressiva do tratamento quando o paciente permanece fora da meta; como o caso traz PA média de 149/93 mmHg e glicemia de jejum persistentemente acima do alvo, a consequência normativa é a alternativa D.

Tema central: Manejo longitudinal na APS
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque os protocolos para HAS e DM2 não sustentam manter apenas medidas não farmacológicas quando há descontrole persistente das metas. Mudanças de estilo de vida são parte do tratamento, mas, diante de PA e glicemia persistentemente acima da meta no seguimento, o critério médico é intensificar também o tratamento farmacológico.
B
Errada
Está errada porque falha terapêutica inicial não interrompe o papel da APS; ao contrário, reforça a necessidade de longitudinalidade, revisão de adesão, reavaliação de metas e ajuste terapêutico. Suspender o acompanhamento na APS contraria a coordenação do cuidado de condições crônicas prevista nos PCDT.
C
Errada
Está errada porque descontrole clínico isoladamente não impõe encaminhamento obrigatório à atenção especializada. A base afirma que a maior parte dos casos de HAS e DM2 pode e deve ser manejada na APS com escalonamento terapêutico, reservando encaminhamento para situações específicas, e o enunciado descreve um cenário típico de manejo continuado na APS.
D
Certa
A alternativa D traduz o princípio normativo descrito no caso e sustentado pelos PCDT: definir metas terapêuticas, reavaliá-las periodicamente, monitorar resposta clínica e fatores de risco cardiovascular e ajustar de forma escalonada o tratamento quando o controle não é atingido. O enunciado informa seguimento longitudinal pela mesma equipe, revisão periódica de metas, ajuste terapêutico escalonado e decisão de intensificar farmacoterapia sem retirar o paciente da APS, que é exatamente o modelo protocolar de cuidado crônico para HAS e DM2.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre descontrole de doença crônica e necessidade de sair da APS: o caso foi construído para mostrar que, mesmo fora de meta, o princípio protocolar é intensificar o tratamento e manter seguimento longitudinal na Atenção Primária, não encaminhar automaticamente nem ficar só em medidas não farmacológicas.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado citar PCDT do Ministério da Saúde para HAS ou DM2, procure a lógica de metas terapêuticas, monitoramento contínuo e escalonamento do tratamento.
  • Em paciente crônico assintomático, estar fora da meta ainda exige ajuste terapêutico; ausência de sintomas não equivale a controle.
  • Na APS, falha de controle costuma significar revisar adesão e intensificar manejo, não abandonar seguimento nem encaminhar automaticamente ao especialista.

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