HGS masculino criança de 5 meses de idade é levada à Un...

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Q3995018 Medicina
    HGS masculino criança de 5 meses de idade é levada à Unidade de Saúde da Família para conferência e atualização da caderneta de vacinação. Consta registro de aplicação, ao nascer, de BCG e da primeira dose da vacina contra hepatite B e, aos 2 meses de idade, de vacina pentavalente, poliomielite inativada (VIP) e pneumocócica conjugada. Não há registro de comparecimento aos 4 meses para a administração das segundas doses previstas no calendário.     A criança encontra-se clinicamente estável, sem intercorrências recentes, sem contraindicações registradas e com condições adequadas para vacinação. A equipe identifica o atraso e avalia a regularização do esquema, considerando os intervalos mínimos recomendados e as orientações normativas vigentes.     À luz do Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação do Ministério da Saúde, a conduta tecnicamente correta consiste em: (dentro das alternativas abaixo assinalar a que melhor reponde ao questionamento)
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pelo Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação do Ministério da Saúde, esquema vacinal já iniciado e devidamente registrado não deve ser reiniciado, mesmo quando houve atraso importante entre as doses; como a criança de 5 meses recebeu doses válidas ao nascer e aos 2 meses, está clinicamente apta e sem contraindicações, a conduta correta é completar apenas as doses faltantes, respeitando os intervalos mínimos.

Tema central: Esquema vacinal atrasado
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque atraso superior a 30 dias, por si só, não configura contraindicação, nem indica avaliação especializada obrigatória em vacinação de rotina. O critério do Manual é recuperar o esquema e completá-lo o mais precocemente possível. Postergar nesse contexto cria barreira indevida e aumenta atraso vacinal sem fundamento técnico.
B
Errada
Errada porque contradiz diretamente a orientação do Ministério da Saúde: esquema vacinal iniciado e registrado deve ser completado, não reiniciado. As doses recebidas ao nascer e aos 2 meses continuam válidas; perda do aprazamento regular não implica perda de validade imunológica das doses anteriores.
C
Errada
Errada porque não há base técnica para suspender a vacinação até 6 meses em criança apta à vacinação e sem contraindicações. A idade prevista no calendário regular não funciona como exigência para aguardar reinício; ao contrário, a atualização deve ocorrer na oportunidade atual, respeitando os intervalos mínimos, para evitar ampliação desnecessária do atraso.
D
Certa
A alternativa D reproduz o critério normativo decisivo do PNI/Manual do Ministério da Saúde: doses já aplicadas e registradas permanecem válidas, e o atraso não anula o esquema prévio. Nesse cenário, a regularização deve ser feita com administração das doses faltantes conforme a faixa etária e os intervalos mínimos aplicáveis, sem reinício do esquema. O enunciado ainda afasta motivo para adiamento ao informar estabilidade clínica e ausência de contraindicações.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre calendário ideal e validade das doses: o atraso das doses de 4 meses não invalida as doses já recebidas nem cria indicação de esperar, encaminhar ou reiniciar o esquema.
Dica para questões semelhantes
  • Se o esquema foi iniciado e há registro válido, parta da regra do Manual: completar, não reiniciar.
  • Antes de pensar em adiar, confira se o enunciado traz contraindicação real; estabilidade clínica e ausência de contraindicações favorecem vacinação imediata.
  • Em atraso vacinal, diferencie intervalo recomendado de rotina de intervalo mínimo válido: o primeiro organiza o calendário; o segundo orienta a regularização.

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